terça-feira, 26 de maio de 2015

Liberdade - Mostra de trabalhos da IV Bienal de Humor Luiz de Oliveira Guimarães - Penela patente ao publico na Assembleia da República - Palácio de S. Bento Lisboa até 19 de Junho

  Inaugurou no antigo Refeitório dos Monges, no Parlamento - Assembleia da Republica a exposição sobre a Liberdade através do humor. Não foi fácil aquela casa abrir as portas á liberdade e depois de uma longa telenovela e passada a data prevista que era a comemoração do 25 de Abril com a Liberdade, abriu finalmente a 20 de Maio e ficará patente ao publico até 19 de Junho.
Esta é uma organização da Câmara Municipal de Penela / Junta de Freguesia do Espinhal e Assembleia da República com Produção da Humorgrafe
 Na hora dos discursos podem-se ver na foto o Presidente da Junta de Freguesia do Espinhal António Alves, o Presidente do Município de Penela Luís Filipe Matias, a representante da família Leonor Oliveira Guimarães, o Director da Bienal Osvaldo Macedo de Sousa e a Deputada Maria da Conceição Pereira




59.ª, da Revista “O Pimpolho”

Exmo(a)s Senhor(a)es, / Ladies and Gentlemen,
 Está disponível on-line mais uma edição, a 59.ª, da Revista “O Pimpolho”. / Is available online another edition, 59. Nd Magazine's "O Pimpolho."
 O endereço de acesso é:
http://opimpolho.no.sapo.pt/pagina3.html
The access address is:
http://opimpolho.no.sapo.pt/pagina3.html
 É possível aceder também a partir da página inicial, http://opimpolho.no.sapo.pt, e seleccionar a opção Fanzine no ícone respectivo no topo da página.
You can also access from the homepage, http://opimpolho.no.sapo.pt, and select the corresponding icon Fanzine at the top of the page.
 José Sarmento
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sexta-feira, 15 de maio de 2015

"O gentilissimo e talentoso João Amaral" inaugura dia 16 no Museu de Lamego


Neste fim de semana vamos celebrar o Dia Internacional do Museus no Museu Bordalo Pinheiro.


  
Neste  fim de semana vamos celebrar o Dia Internacional do Museus no Museu Bordalo Pinheiro. 

Preparámos visitas guiadas às exposições temporárias (Comes com Bordalo e Bebes com Bordalo e Varinas de Lisboa - em colaboração com o Museu de Lisboa), apresentação dos trabalhos do Curso de BD de Penim Loureiro e do Grafitti da Rita Constantino (Veja o programa completo em anexo).

Há ainda duas conversas:
 a apresentação do livro As Caldas de Bordalo de Isabel Castanheira, com João Paulo Cotrim, Carlos Querido e Miguel Macedo, no sábado às 18.30;

As novas sardinhas de Bordalo, Com o designer Jorge Silva, Rita Castel-Branco (EGEAC) e Nuno Barra (Fábrica Bordallo Pinheiro) na 2ª feira, às 19horas.
A seguir às conversas vamos ter a degustação das conservas gourmet da Bom Petisco e dos magníficos Vinhos da Região de Lisboa.





Esperamos por si, mas já sabe que este mail é para os amigos. 
Não para que se sintam obrigados a vir, mas para que saibam onde há coisas divertidas em Lisboa.

Rosário Breve - 25 menos 25 igual a 28 por Daniel Abrunheiro




Sentado em perfeita solidão no banco da paragem, espero o autocarro da carreira 27, o das 19h45m. Calor. Inconstante como a vida, o meu Maio natalício esteve de radiador ligado o dia todo. E que me oferece a espera, primeiro, e a viagem, depois? Oferece-me números:

1. A derradeira dança do pombal pelo entardenoitecer. Umas duas dezenas e meia delas voando em formação ordenada, elíptica, comandada por um qualquer instinto gregário e aerotopográfico que não sei azimutar, muito menos explicar. Constituem uma forç’aérea muito bela e muito poderosa no azul-ferrete terminal do firmamento. Um pouco mais alto do que elas, todavia, mas delas ameaçadoramente não muito longe, sobrevoa-as um milhafre. De rapace solidão é a figura dele. Lento, pensativo, calculista, armado até aos dentes que aliás nem tem, merece-me uma alcunha má: Carlucci.

2. Derredor, o arvoredo incólume do planalto (cedros, mormente) matiza uma álea de sombra em refresco. Estão, ainda, vinte & muitos graus centígrados. A esquadrilha columbina desapareceu (para) já. O milhafre, não. Dele, a linha escura tem qualquer coisa de traço cuneiforme, de caligrama chinês, de cabide sumério. Não o odeio nem o venero – vigio-o, tão-só.

3. A quatro minutos do horário, passa-me defronte um quarentão de chapéu amarelo fitado de azul, pele tisnada daquele inequívoco açafrão típico do pica-heroa, rabo-de-cavalo a precisar muito de água-sabão. Vai labiando, como se charutasse um habano, um mata-ratos enrolado à mão que rastilha pelo ar uma espiral pró-hílare de oleaginosa essência de Marraquexe. No preciso entrementes mesmo, cruza a via (mas oh quão majestosamente!) um luzifelídeo, vulgo gato, de pêlo tipo carvão refractário, qual tocha negra de todo alheia e imune a tudo isto a que, se calhar por inconsciente auto-sarcasmo, chamamos “civilização”.

4. Tudo isto é pela hora a que os Antigos chamavam “noitinha”, mimoseador diminutivo da tenebrosa incógnita que a Noite é, foi sempre & sempre será. Eu chamo-lhe “entardenoitecer”. Eu chamo-lhe “luzcofuspúsculo”. Espécie de, digo eu, “eterni’tarde”. 0u de “peren’oite”. Acaso, ocaso tudo, qual seja o nome.

5. A bordo já do 27, colecciono os terminais lampejos solares que faíscam nas cúpulas dos prédios de mais altos cristais: frechas de ouro oblíquo, dardos de platina torrada. Mas também se me dá a recepção de certa pré-lunaridade na progressiva quietação: dirigindo-me eu a certa reunião (às 21h00m em ponto) de deserdados & desencaminhados do viver meus afins, recebo os sinais do vulgo humilde – a evidente fadiga dos trabalhadores em fim de jornada, a volatilização em éter dos desempregados cansados de enxamear sem préstimo o mundo-colmeia das abelhas-ainda-assalariadas, o cego de caixa-fenda-esmoler ao peito reenrolando os naperons das cautelas que ficaram por vender à pequena-sorte, o par de namorados partilhando a botelha plástica de água morna mercê de mole câmbio ósculo-beijoqueiro, a autoridade da incerteza pesando os quilogramas do Destino.

6. E ainda se me oferece saber, via O RIBATEJO da semana passada, que o “pacu”, peixe parece que familiar da sinistra e dentívora piranha, prolifera no fluvial-tomarense Nabão.E tanto prolifera ele, ouço dizer, que já lhe dá para migrar do rio para a seca Assembleia Municipal de Santarém, pardieiro-capoeiro onde andam urdindo a troca festivo-fogueteira do 25 de Abril pelo 25 de Novembro. O de 1974 pelo de 1975, portanto. O pacu anda armado em milhafre, por modos. Mas é mentira. O pac(arl)u(cci) não é nada o 25/XI/75 que quer festejar. É o 28. De Maio. De 1926. É, é. Repete a desgraça da História quem não engraça com a lição da memória.
Digo-vos eu tão-só isto: cuidado, garnizés, que as pombas ainda um dia se cansam de tanta mansidão. A ponto de um dia destes ainda fazerem pombal-quartel-general na maltratada EPC, de cujo pátio e de cujos portões, por mais degradados pela incúria e pela amnésia obrigatória dos politicamente imberbes cachopos de momento galarós no poleiro local, sairão voando baixinho.
De chaimite.
E de megafónicas asas abertas à SalgueiroMaia.

Cuidado com elas. Isto é: connosco.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Bases do Certame de Caricatura

Bases do Certame de Caricatura <Cidade de Ferrol>
O Club de Prensa de Ferrol,  convoca o Primeiro  Certame  da Caricatura <Cidade de Ferrol>, coas seguintes bases:
1. Poderán participar caricaturistas profesionais e afecionados de calquera nacionalidade.
2. Cada participante presentará 2 caricaturas. Unha terá como modelo o escritor ferrolán Gonzalo Torrente Ballester. As outra caricatura será de libre elección do participante.
3. As caricaturas enviaranse ao correo info@clubdeprensadeferrol.com,                             en formato dixital con dimensións DIN A3, en JPF ou TIFF e 300 d.p.i. de resolución, sen sobrepasar os 5Mg.
4. O prazo de recepción dos traballos presentados remata ás 24 horas do día 15 de xullo de 2015.
5. O fallo do Xurado farase público o 26 de xullo de 2015. As decisións do Xurado, formado por coñecidos profesionais das artes plásticas, serán inapelabeis.
6. Haberá un único premio en metálico de 600 euros e o gañador levará, ademais, un Trofeo realizado por un artista recoñecido internacionalmente. Os traballos finalistas recibirán un diploma. O gañador enviará ao Apartado de Correos 283 de Ferrol. Código Postal 15480, os orixinais dos traballos presentados en canto se lle comunique o fallo do xurado.

Bases del Certamen de Caricatura <Ciudad de Ferrol>
El Club de Prensa de Ferrol,  convoca el Primer  Certamen  de Caricatura <Ciudad de Ferrol>, con las siguientes bases:
1. Podrán participar caricaturistas profesionales y aficionados de cualquier nacionalidad.
2. Cada participante presentará 2 caricaturas. Una tendrá como modelo el escritor ferrolano Gonzalo Torrente Ballester. La otra será de libre elección del participante.
3. Las caricaturas se enviaran al correo info@clubdeprensadeferrol.com,                                                                        en formato digital con dimensiones DIN A3, en JPF o TIFF y 300 d.p.i. de resolución, sin sobrepasar los 5Mg.
4. El plazo de recepción de los trabajos presentados termina a las 24 horas del día 15 de julio de 2015.
5. El fallo del Jurado se hará público el 26 de julio de 2015. Las decisiones del Jurado, formado por conocidos profesionales de las artes plásticas, serán inapelables.

6. Habrá un único premio en metálico de 600 euros y el ganador llevará, además, un Trofeo realizado por un artista reconocido internacionalmente. Los trabajos finalistas recibirán un diploma. El ganador enviará al Apartado de Correos 283 de Ferrol. Código Postal 15480, los originales de los trabajos presentados en cuanto se le comunique el fallo del jurado.

Rosário Breve Que mal sejas servido, Luís Eugénio por Daniel Abrunheiro

(Nota prévia: em pessoa, não me atreveria a tutear-te, Luís Eugénio Ferreira. Nesta folha, onde companheiros escribas somos (por e para minha honra mais do que para e por tua), atrevo-me. Assim seja, posto que assim vai ser.)
Permite-me que te justifique o gravoso título da corrente crónica. É sincero, para já. Li, na mais recente edição do noss’O RIBATEJO, o teu Solilóquio 2. Nele afirmas já teres obolado o sinistro Caronte. Como quem diz que pagaste já a fatal travessia que a todos nos está reservada. Se adiantado pagaste, que mal servido sejas, Luís. E que muitos anos demores, a vau, a cruzar tal almegue, a que não sei se chame Letes ou Hades. Vou mais pelo Letes – o Hades lembra-me um tal Jorge Mota Coelho Engil a falar…
Mente-me ainda o noss’O RIBATEJO que estás “à beira de completar os 90 anos”… Aldrabões! Pode lá pois tal ser! Cinquenta e um faço eu na sexta-feira, 8 do corrente Maio, e também é mentira!
Bem, mais a sério: bem mereces os muitos abraços que decerto vais receber no sábado, 9, pelas 17 horas, no Centro Cultural Scalabitano. Magnífica (mais uma, aliás) iniciativa do Movimento de Cidadania “No Coração da Cidade”. Parece que Santarém te retribui em amor, que não em géneros, o amor que (desde) sempre lhe devotaste.
És, Luís Eugénio, o tipo de homem que eu quero ser quando for homem. De intocável hombridade, de indelével civismo, de profunda filantropia, de não cotejável urbanidade – és um cavalheiro como já tão poucos há.
Quanto à tal festa de sábado, espero tão-só (vade retro!) que um tal espécimen de Boliqueime se não lembre de por aí aparecer. Que antiga e moça gente toda tua seja a tua roda, essa sim.
Tem juízo: e dá seca ao tal Caronte por muitos anos mais. Fazes-nos falta como o ar, crê-me. Honra não é palavra vã – e tu honraste a Vida e a Cidade cada dia, cada década, cada página que (escre)viveste. Honra te seja pois, não feita, mas reconhecida.
Sou-te grato como leitor. Sou só mais um dentre os muitos afortunados que tiveram o privilégio de ser teus contemporâneos – e ainda, o que é mais e melhor, teus coetâneos.
Saúde, Luís Eugénio! Sobre que escreverás na próxima semana? Seja o que e sobre o que for, não lhe chames solilóquio. Nunca foi sozinho que falaste. Nunca foi sozinhos que ficámos depois de ler-te.

Mando-te uma rosa. Farás o favor de seres cravo para ela. 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Humor de Lailson


Convocada la XXII Muestra Internacional de las Artes del Humor, con el lema "Somos diferentes, somos iguales. Libertad, respeto e igualdad"

Convocatoria
www.miah.iqh.es
miah@iqh.es
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La Fundación General de la Universidad de Alcalá a través del Instituto Quevedo del Humor convoca la XXII Muestra Internacional de las Artes del Humor, en torno al tema “Somos diferentes, somos iguales. Libertad, respeto e igualdad”. Para aquellos autores que lo deseen la organización pondrá a su disposición distinta información sobre el tema a través de la página web.
La participación está abierta a todas las personas mayores de 18 años que deseen participar en el certamen.
Para participar en la Muestra se deberá enviar una obra sobre el tema “Somos diferentes, somos iguales. Libertad, respeto e igualdad”. Podrá ser una viñeta, una tira o una caricatura. Junto con la obra se remitirá, debidamente cumplimentada, la ficha que acompaña a estas bases o el formulario online disponible en www.miah.iqh.es. La organización se reserva el derecho de invitar a aquellos/as autores/as que estime conveniente.
Las obras deben ir firmadas. Podrán estar realizadas en cualquier técnica y soporte, con unas dimensiones máximas 
de A3 (297x420 mm.). En las efectuadas en técnica digital, se deberá remitir en formato JPG o TIFF con una resolución mínima de 300 ppp. a miah@iqh.es o a través del formulario online, y se recomienda enviar una copia impresa y firmada, con el número de copia (Ej: Copia 1 de X). 
Las obras deberán enviarse convenientemente embaladas. Se recomienda protegerlas con dos cartones planos, no 
haciéndose responsable la organización de los posibles desperfectos ocasionados en el transporte. Los gastos de envío correrán a cargo de las personas que participen en esta convocatoria. 
Las obras deberán enviarse antes del 30 de mayo del 2015 a través de correo electrónico miah@iqh.es, formulario online en www.miah.iqh.es, o a la siguiente dirección: 
Fundación General de la Universidad de Alcalá XXII Muestra Internacional de las Artes del Humor
C/ Nueva, 4.
28801 Alcalá de Henares
Madrid (España) 

Es indispensable atenerse a las fechas indicadas para la adecuada planificación del catálogo y del diseño de la exposición.
Una comisión realizará una selección entre las obras recibidas que será exhibida en la XXII Muestra Internacional de las artes del humor de la Universidad de Alcalá que se celebrará en septiembre-noviembre en Alcalá de Henares. 
7 Las obras presentadas pasarán a formar parte de los fondos del Instituto Quevedo del humor de la Fundación General de 
la Universidad de Alcalá, salvo indicación expresa en sentido contrario, para lo que habrá que escribir en el reverso de la obra la palabra "Devolución". Aquellos autores que deseen un certificado de donación podrán solicitarlo indicando en el reverso de la obra la palabra “Certificado”. 
8 El envío de la obra implica que la autora o el autor autoriza a la Fundación General de la Universidad de Alcalá 
su reproducción y difusión, siempre que figure su nombre y el objetivo sea la difusión de la Muestra y demás actividades de la FGUA en el campo del humor, sin que se genere por ello obligación de ningún tipo ante la autora o el autor.
9 La organización comunicará, electrónicamente la recepción de los trabajos y la selección de los mismos, publicando este último listado en su web. 
10 A Los autores cuya obra se haya seleccionado recibirán un ejemplar de la publicación que se editará con motivo de la celebración de la Muestra. 
11 La organización se reserva el derecho de no exhibir aquellas obras que considere que atentan contra derechos individuales o colectivos. 
12 Los participantes responderán de la originalidad de los trabajos ante cualquier reclamación, manteniendo indemne a la organización ante cualquier infracción de derechos o propiedad intelectual de las mismas. 
13 La participación en la Muestra supone la aceptación de estas bases y la renuncia a cualquier reclamación legal, recayendo así mismo la responsabilidad de las obras sobre sus autores.
www.miah.iqh.es
miah@iqh.es


Rosário Breve Crónica (ra)Pina(da) por Daniel Abrunheiro


A crónica desta semana nasceu daquele tipo de coisas que só vividas e acontecidas pessoalmente. Explico-me: regular, conscienciosa e serenamente revisito/revivo/releio Autores e Livros que são importantes na minha vida não importante.
Por estes dias mais recentes, apeteceu-me o saudoso Manuel António Pina (1943-2012). Gosto muito da escrita dele. Fui à estante e recuperei dois títulos do saudoso senhor: Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança (Assírio & Alvim, Lisboa, Setembro de 1999) e Ainda Não É O Princípio Nem O Fim Do Mundo Calma É Apenas Um Pouco Tarde (1.ª ed., 1974; o meu exemplar é da 2.ª ed., A Erva Daninha, 1982). Foi uma ideia feliz. Pela finimanhã de 25 de Abril do corrente, em Coimbra, reli de um fôlego este último, ao mesmo ritmo e com a mesma delícia da primeira vez, que me aconteceu (tenho tudo apontado) a 18 de Abril de 1989, na Figueira da Foz. Já o Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança, que povoou a minha madrugada de 28 de Dezembro de 1999, foi a minha companhia de 27 de Abril do corrente ano do Senhor. Eis senão quando.
Eis senão quando, esta manhã (terça-feira, 28 de Abril de 2015), depois de ter ido ali ao Posto de Saúde (sim, ainda temos um aberto) levar uma pica vitamínica na nalga dextra, coxeando dou de caras, na montra de uma livraria especializada em livros em fim de edição (isto é, em fim de vida), com um título atraentíssimo: Dito em Voz Alta – Entrevistas sobre Literatura, Isto É, sobre Tudo, dum tal… Manuel António Pina (edição de Abril de 2007 da entretanto extinta editora conimbricense Pé de Página, com organização de Sousa Dias, apresentação de Inês Fonseca Santos e vários entrevistadores). Porreiro, porreiríssimo: por 1 (um!) euro, ganhei o dia. (Há lá mais uma data deles: se quiserdes, mandai-me um mail a pedir um, que vo-lo enviarei pelo mesmo euro mais portes de correio, azul ou não. Quem é amigo, quem é? Sou eu.)
Mas voltemos atrás um pouco. A páginas 47 do meu exemplar de Ainda Não É O Princípio Nem O Fim Do Mundo Calma É Apenas Um Pouco Tarde, Pina faz uma coisa genial. Num poema de quatro quadras intitulado 4 de Julho de 1965, que faz ele? Recorta dos jornais desse dia frases soltas e entre si desconectadas, criando um hilariante efeito poético-crítico-estético-político-social. E o diabo a quatro. Eu queria ter tido aquela ideia. Mas não iria, eu, nunca, isso é que nunca, plagiar o meu querido, estimado e venerado Pina. Até que, outra vez, eis senão quando: a páginas 19 do tal Dito em Voz Alta, “ouço-o” dizer assim: “A literatura – já uma vez o escrevi – é uma arte de ladrões que roubam a ladrões. Se a constatação se aplica facilmente à colagem enquanto processo literário, aplica-se também, no entanto, à generalidade dos outros processos e à própria literatura enquanto tal.” E conclui ele assim: “Diz Eliot que os poetas fracos copiam e os poetas fortes roubam.”
Modos que eu, ai ele é isso?, esfregando de contente as cronicantes patitas, me decidi logo, armado em forte, roubar a ideia. Se bem o pensei, pior o fiz. O que ides ler, pois, não é meu senão no copy-paste. Recortei da edição de O RIBATEJO de 23 de Abril deste (nem há outro) 2015 tudo o que lá (no “poema” meu, digo) vem. Daí o itálico. A culpa não é minha. É do saudoso Pina. Em boa memória dele e em a ele tributo o faço, esperando que da leitura deste divertimento, que outra coisa afinal não é, algum vosso prazer resulte.

23 de Abril de 2015

Falsa ameaça de bomba
câmara pede investigação
levou à evacuação
da Finlândia com amor
que pode ser lida nesta edição
e bons vinhos da região.

Pode fechar em Abrantes
para a tornar melhor
prudência com as utopias
geral@restaurante
sem acesso à conta por
apelo da união das freguesias.

Esteve na semana passada
com tinta ecológica de base vegetal
camião carregado de palha
pela assembleia municipal.
Já não fico cansada.
Aplaudido de pé no final.

Em muitas das afirmações
temem  que a decisão traga viatura
à polícia prestar declarações
por queixas de moradores da agricultura
de forma 100% segura
por muitas e boas razões.

Fábrica de leite fecha e deixa
nas suas vidas o bem-estar
centro de excelência agro-alimentar
para além da bondade das medidas
diz não ter alternativas
mas desde sempre a apoiar.

Sessenta no desemprego são estrelas
da capital da pele industrial
e descobrem-se no teatro
a 25 de Abril no mesmo local
a empacotar pevides por exemplo
do presidente da câmara municipal.

Prova disso são os comentários
com conceitos tão antinatura.
O Ribatejo – Semanário:
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daniel.abrunheiro@gmail.com

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Festival do Riso este fim de semana na Lousã

 Organizada pela Associação Escola do Riso incorpora espectáculos, Congresso do Riso e tentativa de Record Mundial do Guinness com a possivel reunião de 300 pessoa na maior sessão de Yoga do Riso (3 de Maio pelas 16h na Praça Sá Carneiro da Lousã)
Mantém-se a exposição no átrio da Biblioteca Municipal da Lousã, inaugurada a 25 de Abril, de caricaturas de Zé Oliveira "Cromos de S. Bento" - as caricaturas de todos os políticos que tem passado por S. Bento ao longo destes 41 anos ditos de democracia.

terça-feira, 28 de abril de 2015

ATMOSFERA M PORTO | 27 ABRIL - 18H00 - TERTÚLIAS DA SOCIEDADE CIVIL: "VIVEMOS NUMA EUROPA LIVRE?” COM OSVALDO MACEDO DE SOUSA e ONOFRE VARELA

 Fernanda de Freitas (Coordenadora do AtmosferaM - Montepio), Osvaldo Macedo de Sousa e Onofre Varela

Crónica Rosário Breve - A Questão por Daniel Abrunheiro


Gosto de datas. As efemérides proporcionam-me a ilusão de o Tempo poder ser detido, como Aldous Huxley queria, Marcel Proust conseguiu e Ricardo Salgado ainda não foi.
Esta edição do nosso/Vosso Jornal sai a um 23 de Abril. Mas não – não é sobre certa Revolução com Cravos (que depressa passou para o domínio de cravas) que aproveito a boleia da data. Afinal, O RIBATEJO é semanário, pelo que a 25 de Abril próximo é de fresca legibilidade ainda. Mas não. É mesmo de 23 de Abril que quero falar-vos alguma coisita esta semana. Na verdade, de dois 23 de Abril.
O primeiro deles, despacho-o num instantinho: o dito dia de 1616 é tido como o da mais provável data de falecimento de um colosso da Literatura mundial: William Shakespeare, na sua terra natal de Stratford-on-Avon, Inglaterra, onde nascera em 1564. Para muitos, outro gigante literário morreu precisamente no mesmo dia e no mesmo ano: Miguel de Cervantes, o genial criador do Quijote. Mas a datação é polémica. A Wikipédia (que nem sempre é fonte segura deste tipo de águas, refere isto:
“É bem notória a coincidência das datas de morte de dois dos grandes escritores da humanidade, Cervantes e William Shakespeare, ambos com data de falecimento em 23 de Abril de 1616. Porém, é importante notar que o Calendário gregoriano já era utilizado em Castela desde o século XVI, enquanto que na Inglaterra a sua adopção somente ocorreu em 1751. Daí que,na realidade, William Shakespeare faleceu dez dias depois de Miguel de Cervantes.
Deixemo-nos todavia destas afinal ninharias de cronómanos como eu. É do outro 23 de Abril que quero conversar: o de 1936. Porquê? Por isto: é a data oficial da criação, pelo Estado (dito) Novo, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, do Campo de Concentração do Tarrafal. O Morcego Eunuco, vulgo Oliveira Salazar, antecipou-se no horror ao próprio Hitler.
Já lá estive. Digo: fisicamente, no Tarrafal. Foi em Julho de 1997.Era eu então formador do CENJOR / Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalista, com sede em Lisboa. Um protocolo entre o nosso Governo de então e o seu homólogo de Cabo Verde lá me levou. Missão: seleccionar uma vintena de candidatos íncolas a jornalistas profissionais e leccionar o módulo de Língua Portuguesa no âmbito da Escrita Jornalística. O trabalho era doce, o pagamento à hora era dulcíssimo, as pessoas de lá também. Foram (e são) três semanas da minha vida para guardar no baú bom da parte melhor do sótão mental. Menos aquele domingo.
Certo domingo, gente ministerial que me assessorava a função e a logística dela, levou-me a fazer um périplo pela ilha em que se situa a capital de Cabo Verde: a Cidade da Praia. Quiseram saber se eu desejava visitar o famigerado Campo-Prisão. Respondi que sim. Corri-o todo. Em 1997, estava praticamente intacto: a solidão entenebrecia-o ainda, ainda o exílio apodrecia até a luz total do sol cabo-verdiano, ainda os fantasmas dos prisioneiros espectravam os visitantes. Entrei em todas as celas de progressiva escuridão. Maldisse-me ser português por portugueses terem sido os mandadores daquele imoral e amoral mural de lento extermínio. E como portugueses nele e dele foram vítimas. Li as palavras, os nomes, li o que não deveria nunca ter tido papel onde tal horror fosse escrito.  
Saí de lá de garganta cega em nó. Os meus guias aperceberam-se do meu quebranto e respeitaram a inelutabilidade do meu luto.
Não era tanto a ira anacrónica pelos torcionários que me sufocava a respiração cardíaca. Era mais a vergonha da minha portugalidade.
Foi há 79 anos, à data da saída deste Jornal. Para muita gente dotada de memória (que por alguma razão rima com História), foi ontem. E pode ser amanhã. Não sei, aliás, se o não é já.
Os muros são outros, é certo. São transparentes: este tijolo é o desemprego, esta cela é o tribunal fechado, este refeitório é a sopa-dos-pobres, este pátio é o da escola encerrada, este portão é por onde se entrava para o extinto posto de saúde. Mas os sicários estão vivos. E nunca as vítimas de que se alimentam lhes escasseiam. Se a “coisa” lá não vai pela tortura do sono ou pelo arrancar das unhas, vai pela corrupção bancária, vai pela descredibilização total do regime alegadamente democrático-constitucional, vai pela plenipotência dos super-escritórios de super-advogados onde são urdidas as manigâncias que absolvem o corruptor e metem na prisão o ladrão de uma lata de atum nas hipermercearias dos belmiros. Vai pelo “rating”, que é como em anglo-economês se designa a actividade dos ratos.
Não. O Tarrafal não está fechado. Chama-se Presente e é Europeu.
As celas de sucessivas trevas estão aí: chamam-se um-dia-de-cada-vez-amanhã-não-sei.
23 de Abril e coiso e Shakespeare, dizia-vos eu, não era?  Mas o “Otelo” do genial dramaturgo inglês era de outra qualidade. Por falar nisso, ser não ser(mos)  é que é a questão. Agora – quem queremos ser? É essa a questão. A única questão.

Já agora, depois de amanhã continua a ser Abril. Calha a 25. A data lembra-me qualquer coisa, hei-de ver se ainda me lembro de quê antes de acabar a crónica. 

domingo, 26 de abril de 2015

la exposición Los Quijotes de Mingote



El 9 de abril se inauguró la exposición Los Quijotes de Mingote, en el Antiguo Hospital de Santa María la Rica (Alcalá de H.)
La exposición estará formada por 224 dibujos de los más de 600 que Mingote realizó para ilustrar ‘Don Quijote de la Mancha’, con motivo del cuarto centenario de la publicación de la Segunda Parte de El Quijote. Podrá visitarse hasta el 31 de mayo.
A través de estas obras, el visitante puede seguir el hilo narrativo de ‘El Quijote’, con dibujos que ilustran los pasajes más conocidos de la obra de Cervantes. La exposición incluirá algunos de los bocetos realizados por Antonio Mingote, así como alguna de las ediciones que se publicaron con sus dibujos.
La exposición está organizada por el Instituto Quevedo del humor de la FGUA, de la que Mingote es Presidente Honorífico Perpetuo. Está enmarcada en el Abril de Cervantes y el Festival de la Palabra, y se ha realizado en colaboración con la Universidad de Alcalá de Henares,  el Ayuntamiento de Alcalá y la Fundación Diario Madrid. Su organización ha sido posible gracias a la colaboración de Isabel Vigiola, viuda de Antonio Mingote, y María Jesús Domínguez.


Ángel Antonio Mingote (Sitges, 1919 – Madrid 2012)
Dibujante y humorista español. Aunque es autor de algunas novelas, su fama procede principalmente de su actividad en el terreno del humor gráfico. Fue colaborador en numerosas revistas y periódicos, como La Codorniz y ABC, y publicó libros de divulgación histórico-humorística, como la ‘Historia de la gente’, ‘Historia de Madrid’, ‘Hombre solo’, ‘Hombre tranquilo’ o ‘El mus: historia, reglamento, técnica, vocabulario’. Entre sus libros de viñetas cabe citar, ‘Soltera y madre en la vida’, ‘Pierna creciente, falda menguante’, ‘Hasta que el matrimonio nos separe’, ‘Al cielo iremos los de siempre’, ‘Solo pobres’ y ‘Mingote, punto y aparte’.
Creó escenografías y figurines teatrales, cuadros, pinturas murales en edificios madrileños, guiones de cine y colaboró en la realización de programas radiofónicos y televisivos. Su estilo gráfico-literario se caracteriza por la sutileza e ironía, la rápida y acertada pintura de trazos y descripción de caracteres e ideologías, y la sensibilidad social.

Recibió numerosos títulos y distinciones y en 1966 se instituye el premio que lleva su nombre, año en el que logra el Premio Nacional de Periodismo. Más tarde se convierte en el primer humorista que ingresa en la Academia de la Lengua, ocupando el sillón ‘r’ minúscula. En 1998 se convierte en el primer ganador del Premio Iberoamericano de Humor Gráfico Quevedos. En 2005 es investido doctor ‘honoris causa’ por la Universidad de Alcalá, año en el que realizó las ilustraciones para El Quijote, mostradas en la exposición, que tardó dos años en completar.

ATMOSFERA M PORTO | 27 ABRIL - 18H00 - TERTÚLIAS DA SOCIEDADE CIVIL: "VIVEMOS NUMA EUROPA LIVRE?” COM OSVALDO MACEDO DE SOUSA, ONOFRE VARELA…


"A LIBERDADE"
"A Liberdade" na sua expressão ampla, seja a do pensamento, da escolha política, da integração social ou da opção religiosa, está patente na exposição de trabalhos gráficos de humoristas, que integraram a IV BIENAL de HUMOR "LUÍS D’OLIVEIRA GUIMARÃES", organizada pela Câmara Municipal de Penela/Junta de Freguesia do Espinhal. Uma Produção da Humorgrafe que serviu de mote para uma série de tertúlias em torno do tema, sem esquecer os eventos ocorridos em Paris, referentes ao jornal Charlie Hebdo. Terminamos agora com a questão – “Vivemos numa Europa Livre?”


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