sábado, 10 de janeiro de 2015

FENAMiZAH EXTRA for the solidarity with CHARLIE HEBDO.

Dear colleagues;
We publish the FENAMiZAH EXTRA for the solidarity with CHARLIE HEBDO.

direct link:
Contributed 66 cartoonists from 33 different countries with 100 works! • Thanks to all friends.
Humor will live always!
Best regards.
( Below editor article )
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Dear friends and colleagues;
We are so sad for the bloody attack made to “Charlie Hebdo” Magazine and for our four colleagues and the other people who passed away during the attack. 
This savagery has been made against the freedom of thought and can’t be accepted. That’s why we accept that the attack had not only made to Charlie Hebdo Magazine; it had been made for all of us and we protest it with violence.
For a world existing more freedom; for a humanity which people lived brotherly, we will continue drawing and produce ideas. For the ones who are afraid of humor will get drowned in their own bloods. 
We damn the terror and the emperialism who supports the terrorism! 
We offer our condolonces to all Charlie Hebdo Magazine workers and to all our colleagues. 
Sincerely..
Aziz YAVUZDOGAN
fenamizah magazine
editor-in-chief.
aziz yavuzdoğan
grafik tasarımcı & karikatürist  / graphic designer & cartoonist
yayın yönetmeni  / editor in chief 


FENAMİZAH e-dergi
dijital platformlar:
ISSUU: 
DMAGS: 
TURKCELL: 

"Je suis Charlie" os cartoons dos artistas portugueses Finha e Santiagu



Q&A – RODRIGO DE MATOS – CARTOONIST | FANATICS ‘SUFFER FROM RELIGIONITIS’



Macau Daily Times - What was your first reaction to the cold-blooded assassination of your colleagues at French satirical magazine Charlie Hebdo?
Rodrigo de Matos (RM) - Sadly, my first reaction contained everything but surprise, which says a lot about the world we live in. I was very sad knowing that we won’t be seeing new stuff from those cartoonists, whose work I appreciated very much, especially Wolinski’s.
MDT - Charlie Hebdo cartoonists reveled in provocation and took pride in their freedom to poke fun at anyone — be they popes, presidents, public figures or the Prophet Muhammad. Do you believe theirs was a good approach?
RM - Yes, of course. That’s what freedom of speech is about. Agreeing or not with their point of view, to say that they were wrong by expressing it would be the same as agreeing with the savage people who killed them.
MDT - In your work as a cartoonist, what are the limits you set for yourself? Or are there no limits for satire?
RM - There shouldn’t be any limits for satire, beyond those of realizing if our idea is a good or a bad joke. The reasons why something might be offensive for someone are so personal – you can always find someone offended by virtually every joke – that if we start thinking on those terms, there’s a risk of killing all the humor in the world. And what world would that be?
MDT – Cartoonists have become a target for the extremists. Would you say that those radicals suffer from fear of laughter?
RM - They suffer from religionitis (when religion becomes an illness). That disease spreads easily in less intelligent or educated brains, transforming the infected subjects with deadly instruments for some radical groups with very unholy agendas.
MDT – After what happened, do you still believe that pens are mightier than swords?
RM 
– When you look at the people that die or are imprisoned for drawing cartoons, it’s difficult to say that pens are mightier than swords, but these incidents have the ironic effect of awakening the minds to fight against injustice. Ideas and free speech might not be stronger than guns, but they will prevail for sure. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Hoje somos todos Charlie! - cartoon de José Monginho


«On ne tuera pas l'humour» - cartoon de Miguel Salazar


Homenagem "Je suis Charlie" na Praça dos Restauradores - Lisboa - Portugal




Crónica Rosário Breve - Abrunheiro enTVIstado (também) por Daniel Abrunheiro

Nota prévia: integro em segredo (até dizer isto) uma pandilha em rede e-mâilica que se dedica ao duplo tráfico de fotos de gajas boazonas todas nuas & de bocas anti-Sócrates. Tanto estas como aquelas nos fazem ficar, a mim como aos meus associados, a modos que aquilo dos calções da estátua do CR7. Calculai, pois, o espanto dessa minha secreta maltosa quando isto (a seguinte enTVIsta) sair a lume público. Vamos a ela:

Foi confrontado com provas pelo juiz Carlos Alexandre?
Vejo que não leu a “nota prévia” ali em cima. O juiz Carlos Alexandre é homem. É homem e não se chama Sócrates. Ora, eu é mais gajas.
Que tipo de gajas?
Tipo todas. Estou numa idade de mais caroço do que polpa. Tenho uma próstata que ainda não brinca em serviço. Por isso, é mesmo tipo todas que estejam à mão-d’inseminar, se bem me compreende.
Como encara o que está a acontecer e o que tem sido publicado?
Faço de conta que não é nada comigo. E é que não é mesmo. O que tem sido publicado é mais João Baptista & Bruno Oliveira. O Joaquim Duarte é mais o Editorial e ver se ficou alguma luz acesas às quartas no fecho do fecho. Não, nenhum destes três é da tal minha pandilha na net.
E os outros colunistas?
Ainda bem que me pergunta isso. Esses é que deveriam estar todos na preventiva. O Beja Santos por ler mais livros (mas ler mesmo) do que o prof. Marcelo. O Eurico Heitor por andar sempre a pôr Tomar nos píncaros e Abrantes na mó de baixo. Os Fernandes Pai & Filho por andarem a desassossegar (outra vez) o general Eanes. O Luís Eugénio porque sim. O Maia dos cartoons porque também. E o Arnaldo Vasques idem aspas para não se ficar a rir dos colegas.
O Carlos Cruz não?
Esse não porque eu gosto muito de ir a patuscadas com ele. E por ser ele a trazer-me, à Perna, umas malas bestiais lá dos Brasis e das Áfricas onde anda sempre metido a fazer e(t)nologia.
A tal sua pandilha e-mâilica inclúi alguns dos senhores acima nomeados?
Não, nenhum. O Maia ainda quis pertencer, mas eu disse-lhe que não porque gajas desenhadas não fazem saltar o rebite ao pilar. A gente é mais fotos com elas descalças até ao pescoço.
Então, se o acervo é fotográfico, o Zé Freitas e o Tó Vieira, se calhar são…
A menina não se ponha com reticências maliciosas. Nenhum deles pertence àquilo. São os dois fotos sim senhor, mas o Freitas é mais pássaros, não o feminino deste plural; e o Vieira quer é surf: as pranchadas dele são mais de Peniche à Nazaré.
Você é comunista?
Olha-m’esta… Não senhora, desde que morreu o Eusébio, fez agora um ano, que nunca mais fui.
Eu disse “comunista”, não desse tipo de encarnado.
A menina desculpa, mas é que voltei a abusar um bocado dos copos desde que o Salazar morreu.
Morreu mesmo?
Quem, o Pantera Negra ou o Botas? O Rei infelizmente sim. O outro, isto nunca se sabe. É ver o prof. Adriano Moreira, que anda ali como se não fosse, ou não tivesse sido, nada com ele.
Um apartamento em Paris é um dos seus sonhos?
Já foi mais. Eu agora é mais sonhos com gajas, não sei se já lho tinha dito. Assim tipo a menina.
Esteja qu’eto co’ rabo e diga-me: não considera blasfémia tanta graçola relativa à ‘geminação’ de Évora com a Cova da Iria?
Acho. Mas olhe: o pau carunchoso é pau na mesma, seja para fazer colheres, seja para fazer santos. É como o papel na rotativa: tanto dá para fazer um jornal a sério como para fazer O Mirante. A blasfémia é coisa sempre muito relativa.
Muit’òbrigadinha. Penso que está tudo. Já agora, sabe de algum tasco por aqui onde se coma bem e barato?

Isso é mais com o doutor Fernandes sénior. Mas o melhor é ir perguntar-lhe já ao aeroporto antes que o bifem preso. Eu nisso do comer, sabe, eu nisso do comer é mais gajas. O beber pode ser sozinho. E não, eu nunca disse que o doutor juiz Carlos Alexandre era da minha pandilha. Dizer, não disse. A menina aceitaria que o Zé Freitas ou o Tó Vieira lhe tirassem umas pelingrafias em dia de calor?

I am Charlie




















Eu sou Charlie