terça-feira, 23 de dezembro de 2014
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
A Exposição"Menezes Ferreira Capitão de Artes" no Museu Bordalo Pinheiro de Lisboa (Comissariada por Osvaldo Macedo de Sousa) prolonga-se até ao dia 4 de Janeiro
Quem visitou a exposição e não encontrou o álbum editado, pode ir lá agora já que já saiu do prelo e está à venda por 15€ (304 página encartonado)
Estórias Nazarenas - pela temível dupla talibã Júlio Murraças /Zé Oliveira
Recomenda-se vivamente este livro do Julio Murraças (com 'lápis' do Zé Oliveira).
Sorrir é cada vez mais preciso - e este livro é receita infalível para a moléstia da sisudez.
Sorrir é cada vez mais preciso - e este livro é receita infalível para a moléstia da sisudez.
O livro está à venda (7€):
- Na Nazaré: Baptista - Agência de Revistas, Casa Hipólito e Papelaria Susy de Abílio Figueira;
- Em Lisboa: Livraria Ler devagar, na LXFactory;
- Em Óbidos: nas livrarias da Ler Devagar.
- Na Nazaré: Baptista - Agência de Revistas, Casa Hipólito e Papelaria Susy de Abílio Figueira;
- Em Lisboa: Livraria Ler devagar, na LXFactory;
- Em Óbidos: nas livrarias da Ler Devagar.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Feliz Natal, Feliz Ano Novo; Buon Natale, Buon Anno Nuovo; Joyeux Noël, Bonne Année...
“Paz na terra aos Homens de Boa Vontade”
em que o sorriso desmascare as intolerâncias e
corrupções neste novo ano de esperanças de 2015.
Com amizade, saúde e bom humor são os votos da família
Macedo de Sousa
"Peace on earth to men of
good will"
in the smile unmask
intolerance and corruption in this new year of 2015.
With hopes of friendship,
health and good humor are the votes of Macedo de Sousa family
(Osvaldo, Margarida, Renata e Clara)
Feliz Natal, Feliz Ano Novo; Buon Natale, Buon Anno
Nuovo; Joyeux Noël, Bonne Année; Ծնունդ, Շնորհավոր Նոր Տարի, 新年快乐; Merry Christmas, Happy New Year; Frohe Weihnachten; Καλά Χριστούγεννα, Ευτυχισμένο το Νέο Έτος; החג
שמח, שנה
טובה; سنة
جديدة سعيدة; سال
نو مبارک; Wesołych Świąt, Szczęśliwego Nowego Roku; Craciun Fericit, un An Nou
Fericit; С Рождеством, с Новым Годом; Feliz Navidad, Feliz Año Nuevo; Mutlu
Yeni Yıl; З Різдвом, з Новим Роком
"Peace on earth to men of
good will"
in the smile unmask
intolerance and corruption in this new year of 2015.
With hopes of friendship,
health and good humor are the votes of Macedo de Sousa family
(Osvaldo, Margarida, Renata e Clara)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Crónica Rosário Breve – Aviso por Daniel Abrunheiro
Para epígrafe de um caderno que
há-de ser livro e que ando compondo desde o dia 13 do mês passado, elegi este
trecho de Georges Duby (in As Damas do
Século XII – 1, Editorial Teorema, Lx., 1996):
“Aviso
desde já: o que pretendo mostrar não é o vivido real. Inacessível. São
reflexos, o que os testemunhos escritos reflectem. Confio no que dizem.”
Mais a esta liça ajunto que: toda a
vida fiz da atenção uma espécie de estúdio de fotógrafo verbal, desses de boneco-cavalinho
pelas pagãs feiras santuárias da populaça, resultando na prática, a minha vida
mesma, em um ror de mentiras – se não honestas e/ou piedosas, ao menos bem
intencionadas, como é próprio dos infernos privados.
Ao atulhado logradouro de
lembranças vou buscar ficções verídicas e inverosímeis no intuito da
mistificação alegórica e pró-moral. Exemplo maior: morta a Mãe, finado é tudo o
que for princípio.
Ao estaleiro da memória recorro a
toda a hora, mormente quando anoitece logo pela manhã. Exemplo não menor: o meu
Pai manquejando, como se o liso chão estivesse emboscado de invisíveis móveis
irrequietos tropeçadiços degraus. Assim escrevo. Assim escrevivo.
A viúva que acaba de passar? –
Manilha-de-paus com atavios de dama-de-copas, dessas que não raro desovam filharada
póstuma bem para além das 36 semanas de regimental respeito ao falecido.
O ajudante de armazém importador de
bananas com tanto quisto sebáceo na região demarcada do sovaco? – Estandarte
vivo da Escrófula com que Deus Vosso Senhor intumesce os culpados relapsos de
onanismo, esses punhetas ateus.
Aviso: não é que estas pessoas
tenham, deveras, acabado de passar pela antecâmara do meu lápis fot’oftálmico –
mas existem. À minha maneira, existem – como aliás também os anjos: só quem,
pelo entardenoitecer do Outono, não foi dar aos patos fluviais uma última demão
de pão velho os não sentiu. (Os não sentiu no olhar, que não pelos olhos,
digo.)
De que trata, pois, o caderno-livro
de que V. falo? De impreteríveis sedas & sedes, de espúrias espumas, do
arco-da-velha-das-coisas, de cenas de uma violência extrema como por exemplo a
epifania que toda a criança, mesmo alheia, é, de lances de censurável exposição
sexual como ainda agora aquela nuvem missionariamente por cima daqueloutra (mas
nenhuma nuvem, não importa, está-dito-está-feito-está-lido-está-vivido). Trata
do antagonismo entre a luta e o luto. Fotografa estas povoações sem remédio mas
com farmácia por que disperso a minha vida compendiável para além daquelas duas
datas que sabemos.
No fundo como à flor, vivo de &
para ninharias. Seja. Na dimensão daquilo a que à falta de melhor palavra
chamamos Realidade, o que importa
mesmo são os dois dedos manuais que um trabalhador perdeu de si em acidente
laboral ocorrido no passado dia primeiro do corrente em uma empresa metalúrgica
sediada em Celeirós, Braga. Isso sim. Isso é que é literatura. Eu sei. Nem
sinto confusão, nem faço confusões – a mão doravante mutilada desse trabalhador
conta mais do que quanta página eu seja capaz. Pois, nenhuma confusão. Exemplo:
não confundo o Duarte Lama com o Dalai Lima. São carecas não mutuamente
reagentes.
Fiquemos hoje por aqui. Está em
curso a semana. São 7 e 19 da matina, tenho de apanhar o expresso das 8 e 20
para a minha terra, vou lá tratar de papeladas inadiáveis relativas a não sei
quê (mas a quem, sei). Está frio. Levo o casaco mais pesado. Vou de botas.
Confio no frio. É uma espécie de
pele de vidro. Tenho os dedos todos.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
sábado, 29 de novembro de 2014
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
O canto alentejano é património da Humanidade

O canto alentejano, ou simplesmente cante, foi hoje reconhecido pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Motivo de regozijo para as pessoas, com o antropólogo Paulo Lima à cabeça, que organizaram o processo de candidatura e o apresentaram àquela agência da ONU, sediada em Paris. Motivo de júbilo e de orgulho também para Portugal ao ver uma das suas expressões musicais mais genuínas receber tão prestigiosa distinção.
E como tem ido a divulgação do canto alentejano na rádio portuguesa? Nas privadas de âmbito nacional nada existe e na estação pública vejo apenas a rubrica "Cantos da Casa", de Armando Carvalhêda, que de vez em quando dá a ouvir cinco modas durante uma semana (uma por dia). É claramente insuficiente e com a agravante de a transmissão ser em horários em que a maioria das pessoas está a dormir (05:55) ou a trabalhar (14:55), logo sem a disponibilidade mental e a atenção que o cante requer. A culpa do miserabilismo da rádio estatal no que ao cante diz respeito não pode, evidentemente, ser assacada a Armando Carvalhêda, pois o seu exíguo apontamento tem de abranger toda a música tradicional portuguesa e os horários de transmissão não são sua responsabilidade. As contas têm de ser pedidas a Rui Pêgo (director de programas) e a António Luís Marinho (director-geral de conteúdos) pelo desprezo e marginalização a que têm votado a música popular portuguesa (a tradicional e a de autor naquela inspirada). A este propósito, convém lembrar que foram eles mesmos que, de forma prepotente e afrontosa, decidiram suprimir da grelha da Antena 1 o programa que, desde que começou no dealbar dos anos 80, sempre acarinhou o cante. E não só o cante – também as outras modalidades da tradição oral alentejana: as modas acompanhadas à viola campaniça, o canto ao despique conhecido como "baldão" e as saias do Alto Alentejo, sem esquecer a poesia dita. Referimo-nos, como era fácil de intuir, ao maravilhoso "Lugar ao Sul", de Mestre Rafael Correia. Veículo de divulgação da cultura tradicional portuguesa, de todo o território continental e insular, se bem que com maior incidência no Algarve e na grande planície transtagana, o vasto arquivo do "Lugar ao Sul" constitui ele mesmo um inestimável património da nossa memória popular que importa resgatar às teias de aranha para a luz do éter (cf. É preciso resgatar a memória do "Lugar ao Sul").
À laia de ilustração do cante (porque mais importante do que discorrer sobre dele é ouvi-lo), aqui se apresenta a moda "Alentejo, Alentejo", pelo Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa. A letra principia com a célebre quadra da terra («Eu sou devedor à terra, / A terra me está devendo; / A terra paga-me em vida, / Eu pago à terra em morrendo.»), que esteve em destaque em, pelo menos, uma emissão do "Lugar ao Sul". Foi aí, aliás, que o escrevente destas linhas tomou contacto com ela e lhe ficou indelevelmente gravada na mente.
Nesta gravação, a força que emana das vozes em uníssono – um uníssono vibrante e arrebatador – é tal que nos põe em pele de galinha e nos deixa os olhos marejados. Um portento! O cante da margem esquerda no seu máximo esplendor!
Fica, desde já, manifestada a intenção de voltarmos ao canto alentejano para o celebrar mais amplamente e, desse modo, rendermos a devida homenagem a uma boa plêiade de grupos corais (masculinos, femininos e mistos).
Alentejo, Alentejo
Letra e música: Popular
Intérprete: Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa* (in CD "Serpa de Guadalupe", Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa, 2000)
Eu sou devedor à terra,
A terra me está devendo;
A terra paga-me em vida,
Eu pago à terra em morrendo.
Alentejo, Alentejo,
Terra sagrada do pão!
Hei-de ir ao Alentejo,
Mesmo que seja no Verão,
Ver o doirado do trigo
Na imensa solidão.
Alentejo, Alentejo,
Terra sagrada do pão!
* Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa:
Carlos Carrasco, Carlos Paraíba, Domingos Rijo, Francisco Torrão, João Manuel, João Neca, Luís Ferreira, Luís Neves, Mário Apolinário, Vicente Cachopo, José Gonçalves, Manuel Mamede, António Gato, Carlos Fava, José da Graça, João Martins, António Lourenço, António Evaristo, José António, José Filipe, José Maria, Matias Galego, Domingos Camões, Hélder Ferreira, Leonel Patrício
Direcção – Francisco Torrão
Gravado na Casa do Povo de Serpa, a 27 de Fevereiro de 2000
Técnico de som – Rui Guerreiro (MG Estúdio), assistido por Luís Melgueira
Misturado no MG Estúdio, Beja
URL: http://www.cm-serpa.pt/ artigos.asp?id=1146
http://www.luardameianoite.pt/ bd/cd/info/info28.html

O canto alentejano, ou simplesmente cante, foi hoje reconhecido pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Motivo de regozijo para as pessoas, com o antropólogo Paulo Lima à cabeça, que organizaram o processo de candidatura e o apresentaram àquela agência da ONU, sediada em Paris. Motivo de júbilo e de orgulho também para Portugal ao ver uma das suas expressões musicais mais genuínas receber tão prestigiosa distinção.
E como tem ido a divulgação do canto alentejano na rádio portuguesa? Nas privadas de âmbito nacional nada existe e na estação pública vejo apenas a rubrica "Cantos da Casa", de Armando Carvalhêda, que de vez em quando dá a ouvir cinco modas durante uma semana (uma por dia). É claramente insuficiente e com a agravante de a transmissão ser em horários em que a maioria das pessoas está a dormir (05:55) ou a trabalhar (14:55), logo sem a disponibilidade mental e a atenção que o cante requer. A culpa do miserabilismo da rádio estatal no que ao cante diz respeito não pode, evidentemente, ser assacada a Armando Carvalhêda, pois o seu exíguo apontamento tem de abranger toda a música tradicional portuguesa e os horários de transmissão não são sua responsabilidade. As contas têm de ser pedidas a Rui Pêgo (director de programas) e a António Luís Marinho (director-geral de conteúdos) pelo desprezo e marginalização a que têm votado a música popular portuguesa (a tradicional e a de autor naquela inspirada). A este propósito, convém lembrar que foram eles mesmos que, de forma prepotente e afrontosa, decidiram suprimir da grelha da Antena 1 o programa que, desde que começou no dealbar dos anos 80, sempre acarinhou o cante. E não só o cante – também as outras modalidades da tradição oral alentejana: as modas acompanhadas à viola campaniça, o canto ao despique conhecido como "baldão" e as saias do Alto Alentejo, sem esquecer a poesia dita. Referimo-nos, como era fácil de intuir, ao maravilhoso "Lugar ao Sul", de Mestre Rafael Correia. Veículo de divulgação da cultura tradicional portuguesa, de todo o território continental e insular, se bem que com maior incidência no Algarve e na grande planície transtagana, o vasto arquivo do "Lugar ao Sul" constitui ele mesmo um inestimável património da nossa memória popular que importa resgatar às teias de aranha para a luz do éter (cf. É preciso resgatar a memória do "Lugar ao Sul").
À laia de ilustração do cante (porque mais importante do que discorrer sobre dele é ouvi-lo), aqui se apresenta a moda "Alentejo, Alentejo", pelo Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa. A letra principia com a célebre quadra da terra («Eu sou devedor à terra, / A terra me está devendo; / A terra paga-me em vida, / Eu pago à terra em morrendo.»), que esteve em destaque em, pelo menos, uma emissão do "Lugar ao Sul". Foi aí, aliás, que o escrevente destas linhas tomou contacto com ela e lhe ficou indelevelmente gravada na mente.
Nesta gravação, a força que emana das vozes em uníssono – um uníssono vibrante e arrebatador – é tal que nos põe em pele de galinha e nos deixa os olhos marejados. Um portento! O cante da margem esquerda no seu máximo esplendor!
Fica, desde já, manifestada a intenção de voltarmos ao canto alentejano para o celebrar mais amplamente e, desse modo, rendermos a devida homenagem a uma boa plêiade de grupos corais (masculinos, femininos e mistos).
Alentejo, Alentejo
Letra e música: Popular
Intérprete: Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa* (in CD "Serpa de Guadalupe", Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa, 2000)
Eu sou devedor à terra,
A terra me está devendo;
A terra paga-me em vida,
Eu pago à terra em morrendo.
Alentejo, Alentejo,
Terra sagrada do pão!
Hei-de ir ao Alentejo,
Mesmo que seja no Verão,
Ver o doirado do trigo
Na imensa solidão.
Alentejo, Alentejo,
Terra sagrada do pão!
* Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa:
Carlos Carrasco, Carlos Paraíba, Domingos Rijo, Francisco Torrão, João Manuel, João Neca, Luís Ferreira, Luís Neves, Mário Apolinário, Vicente Cachopo, José Gonçalves, Manuel Mamede, António Gato, Carlos Fava, José da Graça, João Martins, António Lourenço, António Evaristo, José António, José Filipe, José Maria, Matias Galego, Domingos Camões, Hélder Ferreira, Leonel Patrício
Direcção – Francisco Torrão
Gravado na Casa do Povo de Serpa, a 27 de Fevereiro de 2000
Técnico de som – Rui Guerreiro (MG Estúdio), assistido por Luís Melgueira
Misturado no MG Estúdio, Beja
URL: http://www.cm-serpa.pt/
http://www.luardameianoite.pt/
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Rosário Breve - Aquilo da gralha no livro da Eduarda Maio por Daniel Abrunheiro
A
derradeira terça-feira do corrente Novembro amanheceu mais respirável. É talvez
da barrela da chuva recente – ou será das notícias, que nem sempre são más ou
reles?
O
senhor Custódio parece mais ligeiro, dançarinos quási seus passos rumo à
alfaiataria que de seu bisavô vem já. Nem o bisavô Custódio alguma vez facturou
um milímetro de fazenda a mais, nem jamais o Custódio bisneto branqueou lã da
Covilhã sem ser a giz macio.
A
ti’ Pureza (que arrenda quartos mas o declara às Finanças) também apresenta
hoje certa renovada seda-rosa na carita miúda e portuguesa. O sonho dela sempre
foi estabelecer-se como porteira de prédio de luxo em Paris – mas Paris é chão
de que roubaram as uvas.
O
Raul Faquir Arrumador, que mama malvasias de manhãzinha como um campeão do
santo-cálice (dizem uns que por desgosto de amor, outros que não, que nada
disso, que é por amor & gosto à malvasia ponto-final), madrugou hoje de
meia-de-leite & torrada-margarina nos queixos.
Os
pintores por conta do Rafael das Obras desunham-se pró-terminação
hoje-ainda-o-mais-tardar-ontem da empena principal da Junta de Freguesia, que
há meses andam naquilo sem retoques finais à vista. E o Rafael desconta como
deve ser para a Caixa deles e ajuda-os no IRS de cada temporada.
O
tudólogo do bairro, por apodo
certeiro Chico Corno, que mais fala quão menos sabe, à semelhança das comadres comentadeiras da trubisão, garante a quem o quer ouvir que “aquilo em Évora ainda é do melhorzinho p’ra preventivas
cinco-estrelas, muita sorte teve ’inda o gajo de não ir para ao pé dos
pedófilos e dos romenos”.
Por
ser terça-feira de liga-dos-campeões,
o Esteves Barbeiro só quer mas é que o seu/dele Sporting não acabe empatado
como o Bloco de Esguelha. Corte por
corte, à política e à ladroagem não liga pêva.
A
Clotilde Viúva, que leva as cartas do tarot
para o ioga na inquebrantável fé do monitor de reiki, é que está danada consigo mesma por não ter sido capaz de
adivinhar o descalabro da preventiva do Coiso, ela que tanto se fiava nas
procuradorias-gerais do laissez-faire-laissez-passer
tão ao gosto dos apologistas do se-não-fosse-este-era-outro-qualquer-como-o-que-vem-a-seguir.
E
eu, que gosto mais de biografias alheias do que da minha própria vida, eu
unto-me de gozo por ter dito desde o primeiro dia que aquilo no título da
Eduarda Maio era gralha grossa, que o correcto seria, e é, O Menino do Ouro, não de.
Entrementes,
à flor viva do Rio, os patos gargalham mais alto – parece-me cá a mim que sim.
A esquadrilha pombal, que sempre preferiu a migalha certa de cada dia ao
improvável mi(ga)lhão da candonga peculata,
ronda-me as botas à cata do honesto arroz-trincado e do honroso milho-partido
com que há tantos anos celebro das aves a filosofia do sustento-de-cada-dia.
O
único senão para todos nós aqui do Bairro 10 de Junho é não se ter ainda ouvido
falar, pelo menos até ao meio-dia não, de submarinos.
Ó felicidade passageira – és uma doca-seca.
Sentencioso,
teixeiradepascoaesmente, o nosso decano, ti’ Abílio Cuco, a meio da taça de
cevada é desta concisão lapidar:
–
Ninguém que trabalhe tem tempo para
juntar 25 milhões. Que trabalhe.
Honestamente. Ninguém.
Évora,
pois. Para já e por enquanto. Ou por encanto, Eduarda
Subscrever:
Mensagens (Atom)









.jpg)












