quarta-feira, 26 de novembro de 2014
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Vejam onde vai decorrer o próximo workshop de 6 de Dezembro!
4 minutos e 40 segundos do vosso tempo para verem imagens do Museu Geológico de Lisboa onde decorreu esta curiosa entrevista (também com imagens) a cargo do Luís Frasco (a quem volto a agradecer) e onde iremos desenhar no workshop do próximo sábado 6 de Dezembro:http://vimeo.com/98061139
As inscrições continuam abertas e ainda existem vagas disponíveis.
Cmps
Richard Câmara
Tertúlia QUEM CONTA AS HISTÓRIAS DA NOSSA COMIDA? por Alexandra Prado Coelho | Museu Bordalo Pinheiro | 26 de novembro às 19h
A próxima tertúlia Humor, Desenho e Gastronomia,vai ser já na 4.a feira com a Alexandra Prado Coelho a falar sobre "Quem conta as Histórias da nossa comida?"
É mais um motivo para ver a exposição Bordalo à Mesa.
Lançamento do Álbum Menezes Ferreira Capitão de Artes de Osvaldo Macedo de Sousa no Museu Bordalo Pinheiro no dia 23 de Novembro de 2014
João Alpuim Botelho (Director do Museu Rafael Bordalo Pinheiro de Lisboa) a falar, atrás o Comissário da exposição e autor dos textos Osvaldo Macedo de Sousa, Álvaro Matos da Câmara Municipal de Lisboa, João Maria Menezes Ferreira (Neto do artista) e Jorge Silva designer do álbum
Os responsaveis: Jorge Silva (deisgn), João Maria Menezes Ferreira (neto), Osvaldo Macedo de Sousa (autor), João Pitschiler (neto do artista), João Alpuim Botelho (Director do Museu), Vasco Pitschiler (neto do artista)
sábado, 22 de novembro de 2014
Ciclo de Tertúlias Humor, Desenho e Gastronomia - No âmbito da exposição Bordalo à Mesa
Entrada Gratuita
Galeria do Museu Bordalo Pinheiro
Campo Grande, 382 - Lisboa
O Museu Bordalo Pinheiro apresenta o Ciclo de Tertúlias
Humor, Desenho e Gastronomia, no âmbito da exposição Bordalo à Mesa,
comissariado por Eduardo Salavisa e Rita Pires dos Santos. Teremos a
participação de diversos convidados ligados à ilustração, jornalismo, desenho,
entre outros, promovendo o diálogo em torno do humor, desenho e da gastronomia,
conforme o seguinte programa:
26 de novembro às 19h, quarta-feira
Quem conta as histórias da nossa comida?
Alexandra Prado Coelho (Jornalista)
3 de dezembro às 19h, quarta-feira
Uma viagem desenhada pela América Latina
Eduardo Salavisa (Aquele que desenha)
10 de dezembro às 19h, quarta-feira
Risotto ma non troppo
Augusto Cid e Mónica Cid (Ilustradores)
A exposição BORDALO À MESA incide na obra multifacetada de
Rafael Bordalo Pinheiro, espelhando o seu gosto por estar à mesa e apreciar a
boa gastronomia. Mas também regista a dieta alimentar, a culinária, os espaços
de consumo e a etiqueta à mesa, do último quartel de Oitocentos.
No desenho, pintura e cerâmica de Rafael Bordalo, estão
representados os alimentos e as bebidas que se compravam, do tradicional mercado
de rua até aos armazéns de víveres. O artista concebeu rótulos, embalagens e,
sobretudo, anúncios que publicava nos seus jornais. Registou hábitos alfacinhas
de “ida às hortas” provar petiscos e, também, à mesa do café ou do restaurante
de chef, homenageando João da Mata. Não esqueceu os espaços domésticos,
a cozinha e o seu fogareiro, ou a mesa da casa de jantar.
A gastronomia serviu para inúmeras metáforas de crítica
política. Expressões como “castanha da boa”, “caldo entornado”, “desaguisado”,
“escamado” são reforçadas pelo desenho, resultando num humor hilariante. Caso à
parte é o prato de “carneiro com batatas”, apontando estratégias eleitorais. A
metáfora social está na denúncia dos excessos alimentares, em particular do
bêbado, ou é sintetizada nos figurinos para teatro, paradigmaticamente no
efeminado “pêssego” e na cocotte “ceia”.
Dos banquetes de homenagem não só deu notícia, como os
decorou e compôs graficamente menus, caricaturando afetuosamente os convivas e
autorrepresentando-se, entre objetos sobredimensionados da culinária e da mesa,
suscitando o humor.
Galeria do
Museu Bordalo Pinheiro - Campo Grande, 382, Lisboa | Tel. 21 817 06 71
|museu.bordalopinheiro@cm-lisboa.pt
Convite Moscado
Escusandes de bir já a correr, que os carapaus não chegam pra todos, que
o mar tá ruim.
Mas
haberá libros , moscas e uns copos de 3.
E acim
não pudeis alagar ingnuramcia!...
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Workshop Diários Gráficos no Museu Geológico de Lx
C
ontinuam a decorrer as INSCRIÇÕES para o workshop em epígrafe. Relembro que as vagas são limitadas.
ontinuam a decorrer as INSCRIÇÕES para o workshop em epígrafe. Relembro que as vagas são limitadas.
Crónica Rosário Breve - Da iníqua alegria e coiso por Daniel Abrunheiro
No cubículo envidraçado a plástico
que a gelataria berma-fluvial reserva aos fumadores, a uma luz-néon toda tela
de Hopper, o rapaz cego lambe o seu cone de baunilha com uma bola de chocolate
e outra de limão. A seus pés, o cão labrador que o guia, animal de negro cabelo
lustral e muito limpo, carvão brilhante na cegueira de tanto néon. Mestre
cicerone de seu amo, espera aos pés dele sem um monossílabo sequer, dando a
ideia de poder fazê-lo para o resto da vida, isso de esperar por ele, sempre
por ele e só por ele, mesmo que o cone de gelado venha a revelar-se, como a
cegueira, infinito.
Eu sou o outro tripulante de tal
nave. É pelo entardenoitecer. Já soprei o férvido abatanado, já queimei na boca
um par de cigarros dos de enrolar, já me apeteceu ir de vez para a Noruega –
mas fico mais um bocado. O que entretanto faço, é lapijar cifras para a crónica
da semana. Coisas assim:
Antigamente,
ao cabo do curso davam-nos o diploma, hoje dão-nos o passaporte;
Isto
é um país de patetas que se julga de poetas;
Para
que o raso aprisco suba a zimbório, há que ter locanda trepadora;
Dar
um salto alto não é o mesmo que andar de salto-alto;
ABC
– Angolanos-Brasileiros-Chineses: o Colonialismo Contra-Ataca;
Quem
te visa, teu goldinimigo é;
Anábase
da legionella político-financeira: ébola do regime;
Esquizofrenia
geral dos colarinhos-brancos: o espírito santo a dar cabo do pai e do filho;
Em alemão, ‘Coelho’
diz-se e escreve-se ‘Kaninchen’: está tudo explicado;
Podridão:
o meu País é Podregal;
Potamónimos
da minha vida: Mondego, Ceira, Tejo, Vouga, Pavia, Lis, Vala do Norte;
Educação,
Saúde, Justiça: três tiros no porta-aviões;
Impressionante,
o que por aí vai de mortes agrícolas por causa da tractorose;
Demissão
do ministro: mais vale sair uma tarde do que ficar o Macedo;
Esquisito,
aquilo em Santarém: portuguesíssimos cidadãos e cidadãs normais que, correndo à
noite por saúde, divertimento e convívio, se tornam ingleses de repente:
midnight runners ou coiso;
Rapaz
cego com cone de baunilha, labrador bonito a seus pés.
Nisto estou – e a crónica por
fazer. No mesmo caderno, reencontro-me com uma citação tão mais perturbadora
quão mais acertada: “"O futuro onde
estamos tem a iníqua alegria dos sacanas.” (Rui Nunes o dixit, in Uma Viagem no Outono). Pois tem, senhor Rui. E a inócua tristeza
dos acéfalos também. O autismo eufórico deles sacanas é mortífero. A gente vive
por aqui um genocídio daqueles tipo devagarinho, género tristeza-pegada.
Lapijo ainda, ainda assim, um
exórdio de diálogo cénico tipo ’tás-doidinho-ou-quê:
–
Olá, sou o Virgílio das Éclogas & Bucólicas.
–
Ora viva, sou o Fonseca dos Midnight Runners & Coiso.
Estou feito ao bife com sabor a petinga.
Custam-me muito, os dias que não são terça-feira – porque é às terças que
componho a crónica das quintas, por a terça ser o dia em que a minha vida faz
algum sentido, uma vez por semana ao/ou menos. A jornada herdeira da
segunda-feira torna-me benevolente e perdoável a ilusão de ser útil. Os outros
dias encorpam o diabo do ócio involuntário, isso a que os sensatos chamam desemprego e a que o Passos Kaninchen chama oportunidade.
É como se o horror vácuo dos domingos durasse seis dias de enfiada. Hei-de eu
ainda, nesta vida que não há outra, lograr escrever como o meu Pai pintava e
como a minha Mãe povoava a Casa? Não sei.
Sei tão-só que a metáfora de remate me esperava,
fácil e justa, desde início: que por este morredouro de poe(pate)tas o mais é
cegueira, o mais é ainda gelarmos de tanta espera, Mister Hopper.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Workshop de desenho, de uma semana, em Marrocos.
Workshop de desenho, de
uma semana, em Marrocos.
O mínimo de pessoas para
que esta viajem seja possível é 10.
Está combinado com o
Turismo de Marrocos uma exposição com o resultado (desenhos) desta aventura.
Há a possibilidade real
da edição de um livro com o resultado desta expedição.
Para mais informações
consultem:
http://www.takinguthere.com/pt-pt/package/descobrir-marrocos-desenhando-diário-gráfico-de-viagem
Pedro RF
Arco da Velha :: Design
Rua Joaquim António Aguiar, 41 – 5º Dto
1070-150 Lisboa
T 21 342 85 13
www.arcodavelha.pt
sábado, 8 de novembro de 2014
Crónica Rosário Breve - Só meia boca esta semana por Daniel Abrunheiro
As chuvas regressam no dia em que
dois dos meus últimos dentes naturais se avariam – parece-me que sem outro
remédio que o de expor-lhes ao sol as raízes. Metade da boca fecha-se-me em si
mesma, concentrada toda no intuito de não assanhar mais ainda aqueles dois
focos de dor latente. A outra metade faz pela vida: por ela ingiro, por ela
profiro, por ela não tanto me firo.
Enquanto isto, a bátega pluvial
faz-se harpa no mundo visto desde o terceiro-andar do convalescente. O vento
ajuda à festa do alumínio, vergando a cerviz dos choupos, tremulando a labareda
dos cedros e descascando a sarna aos plátanos. Os carros patinham nos lagos
instantâneos das rotundas. Como dedadas, as folhas mortas digitam os terreiros,
juncam os pátios, acolchoam os bancos desertados pelos velhos. Os gradeamentos
rangem aquele reumatismo tão próprio do metal exposto ao público. É tudo de uma
beleza soturna: e menos soturna e mais bela seria, caso eu pudesse acudir-lhe
com a boca toda.
Procedo portanto por estes dias ao
mesmo a que procede o meu País: de traseiro sentad’oxidado, espero melhores
dias. O televisor arde de manhã à noite como uma lareira fria. Por ele
perpassam as mentiras eufóricas de Wall Street, as (ameri)canalhices do
costume: os derivados, os lixos tóxicos, a Crise – e as suas marionetas do lado de cá do mar: a platinada
Lagarde do FMI, o peixe-balão menos durão do que barrosão, o escol de bruxas
& bruxelas que, sob a mentira nada pia da Democracia, fossam a ditadura de facto da miséria obrigatória, a
começar pela moral e a acabar na dos vãos de lojas fechadas sob cartões
frigoríficos.
Aproveito uma nesga de sol para me
fazer à rua. Deixo amornar a bica, sorvo-a por meia beiça. Fumo pelo lado da boca
como os pescadores dos postais ilustrados. Leio metade do jornal, presto metade
da atenção à eterna repetição do mundo em diferido perpétuo. E é em unto de
esperança de que não seja preciso arrancá-los que torno a casa a horas do antivinhótico e das papas-de-leite com
poalha de canela.
Por há anos não ter em casa cão ou
gato, fazem-me companhia o Jorge Jesus e o Crato. Por só a mulher ganhar para
pão & tabaco, faz-me muita pena a pobreza do Cavaco.
Derivo pela habitação, por assim
dizer, em éter: espero quem e o que não prometeram vir. Foi-se a nesga de sol.
Enchumaçado a chumbo, o céu de noroeste indefere o esmalte das coisas – e o
pombal de dias bons, hoje transido e famélico, recolhe aos nichos secretos onde
a força aérea da passarada resiste à bélica invernia natural. Cerro os estores
da sala, anicho-me na colcha pulguenta de há tantos anos ex-dentários e dormito
como um idoso preso pelos arames das horas ao torno das décadas, sonhando-me
nada menos do que Albarran-Homem-da-Embalagem-Prateada.
(Mas na verdade sonho mas é com
nada.)
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Museu Bordalo Pinheiro (Campo Grande - Lisboa) - Conversas à volta da exposição "Menezes Ferreira Capitão de Artes - A Ilustração de livros infanto-juvenis
Dia 6 de Novembro pelas 19h, no Museu Bordalo Pinheiro o Comissário da exposição Osvaldo Macedo de Sousa modera a segunda tertúlia à volta da exposição. Desta vez é outro dos temas queridos ao artista Menezes Ferreira, a ilustração e edição de livros para as camadas mais jovens.
Para enriquecer esta conversa foram convidadas Catarina Pé-Curto, Madalena Matoso e Rita Pimenta.
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