domingo, 14 de setembro de 2014

Breve BIOGRAFIA DE MENEZES FERREIRA por. Osvaldo Macedo de Sousa





            João Guilherme de Menezes Ferreira (Lisboa 26/10/1889 – 15/12/1936) – Militar de carreira que participou na Revolução do 5 de Outubro e na Grande Guerra na frente africana (Angola) e europeia (França) como especialista de metralhadoras, acções que lhe valeram várias condecorações e promoção a Capitão. Na década de vinte especializar-se-ia como “observador aéreo” e nessa arma participou na revolta de fevereiro de 1927, cuja acção o empurraria para a Reserva.
Nas artes ficaria conhecido, dentro do modernismo, principalmente pela sua temática militar, sendo mesmo o maior defensor da honra dos que participaram na primeira Grande Guerra. Integrando o grupo que se reunia na revista “A Sátira”, foi com eles o fundador da Sociedade dos Humoristas Portugueses, participando em todas as suas exposições de Lisboa (1912, 1913 e 1919). No âmbito das exposições colectivas de registar também a sua presença num IV Salão dos Humoristas – Lisboa de 1924 e no Salão dos Humoristas do Porto de 1926, para além do Salão de Outono de 1926, 25ª Exp. Geral da SNBAL 1928, 26ª Exp. Geral da SNBAL 1929 e I Exposição dos Independentes de 1930. Em 1919 e 1920 realizou exposições individuais no Salão Bobone de Lisboa, em 1929 nos Grandes Armazéns Nascimento do Porto e em 1935, uma grande retrospectiva na SBNA de Lisboa. No total das exposições foram contabilizadas mais de 200 títulos.
Na imprensa estreou-se em “O Avante” de 1910, prosseguindo colaborações esporádicas em “A Sátira”, “Riso da Vitória”, “Diário de Lisboa”, “ABC”, “Espectro”… ou “Gazeta Desportiva”, “Diário da Tarde”, “Voz dos Estoris”, “Voz do Combatente”…

No universo editorial para além das capas dos livros “Rápido Bosquejo da Grande Guerra” de António Maria de Figueiredo Campos e “Tropa d’Africa” de Carlos Selvagem, escreveu, ilustrou e paginou os álbuns: “João Ninguém, soldado da grande guerra”, “O Fuzilado”, “Aventura Maravilhosa de Gago Coutinho e Sacadura Cabral”, “Um Conto de Natal”, “Á Luz do Lampadário” e “As Tradições do Colégio Militar”.

Crónica Rosário Breve - Ou estudo ou nada por Daniel Abrunheiro

Felizmente, o meu curriculum académico não compreende (no sentido duplo de conter e de entender) qualquer cadeira da “universidade” de Verão da JSD.
Digo felizmente com exactidão: por ser feliz que me sinto com a memória dos meus professores sérios e com a certeza de ter usufruído de uma pedagogia humanista só p’ra pessoas. A autognose que hoje posso mostrar ao espelho enquanto raspo o pelame dos queixais deriva de um lar sólido (ou”estruturado”, como agora é moda dizer), de uma escola perto e de uma vontade de aprender de que os anos não são capazes de vergar o espinhaço.
Se a infelicidade me tivesse feito cursar a tal “universidade” gaiato-citrina, eu seria hoje um palerma vácuo, um enforcado de gravata, um imbecil irresgatável, uma lesma sintáctica, um caracol morfológico, uma besta vesga, um assessor solícito, um acólito castrado, um invertebrado viscoso, um orador afónico, um esterco perfumado, um balão sem nó, um tumor com pernas, uma unha do polegar roída por prótese dentária, um nojo literário, um asco de cavalheiro, um cônjuge corno, uma anorexia idiomática, um assinante do (Amigo do) Povo Livre, um paulo-bento-contra-a-Alemanha, um dos responsáveis pelas barreiras de Santarém, um mata-peixes da Vala de Almeirim, um palerma televisivo, um infante sem infância, um programador do CITIUS, um ortógrafo indigente, um arrumador a 20 cêntimos no estacionamento subterrâneo do Jardim da Liberdade, um turista da Águas de Santarém, um colunista de O Mirante, um bilheteiro do teatro Sá da Bandeira, um actor-fantasma no Rosa Damasceno, um vizinho tê-zero daquele rapaz-escrivão da Golegã, um artolas patusco da luta contra a corrupção no Cartaxo, um padre sem fé mas deixai-vir-a-mim-as-criancinhas, um incendiário da Barquinha, um toureiro zoófilo – e, enfim, um jove’ social-democrata.
Vale-me que tal infelicidade seja, no meu caso, do mais alto grau de improbabilidade. A escola ensinou-me a pensar com os olhos. As pessoas não me são estranhas. O social não me aparece como alienígena. A pobreza material não é por mim encarada como sinónimo directo de miséria moral. Eu não vou ali ao Gambrinus canonizar um sucateiro. As escutas que me fizerem ao telefone não me ocultarão a verdadeira face. Nisto de faces, se me baterem numa eu não dou a outra, mas troco sim – e a dobrar.
Sempre que a JSD faz uma “universidade” de Verão, o Verão acaba. E a universidade também. Cada vez que a JSD diz a palavra “universidade”, as pessoas sérias pensam no Relvas. A “universidade” de Verão da JSD está para a universidade verdadeira como a Festa do Avante ser não na Quinta da Atalaia mas na Cova da Iria.

Ou numa das barreiras de Santarém.

Portugueses na Grande Guerra de Baptista Mendes numa edição Arcádia

PORTUGUESES NA GRANDE GUERRA - Edição Arcádia. Autor: Baptista Mendes, e um honroso prefácio pelo General Loureiro dos Santos.
"Portugueses na Grande Guerra (1914-1918)" marca o tão esperado regresso de Baptista Mendes aos escaparates, por atento gesto da editora Arcádia (grupo Babel).
Neste álbum, há a compilação de histórias publicada de um certo modo solto no "Jornal do Exército" e também alguns inéditos expressamente elaborados para esta edição. O valoroso na temática é que aqui se registam episódios e personagens reais de Portugal na sua tão sacrificada participação no dramático primeiro grande conflito mundial. Portugal estava neutro, muito embora já combatesse os alemães no norte de Moçambique (na fronteira com o então Tanganica) e no sul de Angola (na fronteira do que hoje é a Namíbia). Por "venenosa" pressão da Inglaterra,
Portugal acaba mesmo por declarar guerra à Alemanha. E foi o que se viu e que se sofreu!...
É importante que, ao menos através destes exemplos pela Banda Desenhada de Baptista Mendes, os portugueses recordem, melhor, fiquem a saber, sobretudo as novas gerações, toda essa sacrificada heroicidade de gente nossa.
Nota: este álbum terá lançamento oficial e será comercializado nos finais deste mês de Setembro.

sábado, 13 de setembro de 2014

Programação do Museu Bordalo Pinheiro por ocasião das Jornadas Europeias do Património.

Este ano o Museu organiza a visita guiada Na cidade com Rafael Bordalo Pinheiro nos dias 27 e 28 de Setembro, pelas 11h00, para descobrir o Chiado vivenciado pelo artista. Início do passeio no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, nº 27 ao Chiado. Marcações: 218170671.

1º Concurso de Stand Up Comedy - Espinhal 2014 integrada na IV Bienal Luís d'Oliveira Guimarães - Penela 2014

 O Comediante e apresentandor Onofre varela na sua actuação

 O Presidente da Câmara Municipal de Penela Luis Lourenço Matias entregando o 1º Prémio do concurso a Miguel Ribeiro do Porto
Os galardoado do I Concurso de Stand Up Comedy - Espinhal 2014 : Guilherme Duarte (3º Prémio), Miguel Ribeiro (1º Prémio) e Jorge Moura (2º Prémio)

Fotos da Festa da Caricatura da IV Bienal de Humor Luís d'Oliveira Guimarães - Penela 1014 na Casa do castelo (Espinhal)


 Santiagu fazendo caricaturas
 Zé Oliveira fazendo caricaturas
 Mihkail Zlatkovsky caricaturando Agim Sulaj

 O resultado final
 os artistas Henrique, Santiagu e Agim Sulaj

 os artistas Eugénio Soares, Henrique, Santiagu e Agim Sulaj
Os premiados da IV Bienal de Humor Luís d'Oliveira Guimarães Penela 2014 junto à suas obras (Agim Sulaj, Mihkail Zlatkovsky e Henrique Monteiro)


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Exposição Menezes Ferreira Capitão das Artes no Museu Bordalo Pinheiro de Lisboa

 Após dezoito anos de luta por resgatar o nome de Menezes Ferreira do esquecimento, vai-se finalmente concretizar, após dois anos de investigação mais profunda, a sua exposição retrospectiva no Museu Bordalo Pinheiro, onde regresso após mais de uma decada de ausência.
Estas são fotos de algumas fases de montagem







 Elementos que trabalharam nesta produção: Osvaldo Macedo de Sousa, João d'Alpuim Botelho, Pedro Bebiano, André Maranha

 Aqui o mesmo grupo, agora com Mariana Almeida que também pertence à equipa do Museu. O único elemento estranho ao Museu sou eu mesmo, o ideólogo, produtor e finalmente com o tintulo pomposo, o Comissário.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Inaugura na proxima quinta, dia 11 pelas 19 a exposição Menezes Ferreira Capitão de Artes no Museu Bordalo Pinheiro

Uma produção de Osvaldo Macedo de Sousa, 
com a cumplicidade da família Menezes Ferreira e a Câmara Municipal de Lisboa (Museu Rafael Bordalo Pinheiro)

MENEZES FERREIRA 
Capitão de Artes
Inauguração
11 de setembro, pelas 19h00
Galeria do Museu Bordalo Pinheiro
Campo Grande, 382 - Lisboa
Exposição patente de 12 de setembro
a 23 de novembro de 2014
Horário
Terça-feira a Domingo, das 10h às 18h
Encerra Segunda-Feira e Feriados
Entrada Gratuita


O Museu Bordalo Pinheiro apresenta uma exposição inédita dedicada à obra do artista militar Menezes Ferreira (1889-1936). Procurou-se olhar de uma forma abrangente as várias facetas da sua obra, incluindo o reconhecido desenho humorístico, sobretudo a caricatura, mas também, a pintura, a ilustração e o notável trabalho gráfico para edição. 
Menezes Ferreira foi um jovem membro fundador da Sociedade de Humoristas Portugueses, presidida pelo seu amigo Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro (artista e filho de mestre Rafael), tendo exposto trabalhos de cunho modernista nos vários salões. Oficial de carreira, a sua especial apetência pela temática da esfera militar foi alimentada pela sua presença lúcida em “teatro de guerra”, mas, sem perder o humor no traço. A ilustração histórica e contemporânea e, ainda, grande parte dos seus trabalhos gráficos, insistem neste gosto pessoal da militaria. 

A exposição da obra artística de Menezes Ferreira, também, assinala o centenário da Grande Guerra, anos bélicos que registou numa reportagem gráfica intima e didática, utilizando uma linguagem próxima dos quadradinhos da BD.

Inaugurou, no passado dia 5 de Setembro a Exposição Individual "Cartoon" de José Sarmento


Na Casa Museu Soledade Malvar, sita na Av. 25 Abril, N.º 104, em Vila Nova de Famalicão.
Estará patente ao público até ao dia 03 Outubro 2014, de 3.ª feira a 6.ª feira, das 10H00 às 13H00 e das 14H00 às 17H30.

José Sarmento
e-mail: jsto@net.sapo.pt

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Humorsapiens o site

La actualización de nuestro sitio en este mes de septiembre está dedicada a la “Pedagogía del humor”.
Creamos un espacio en el menú con artículos, estudios y reflexiones sobre ese tema, tanto de nuestra autoría como los mejores aparecidos en la Red.
En esa misma línea, publicamos un texto de la chilena Maili Ow González. Doctora en Didáctica de la Lengua y la Literatura (Univ. Complutense de Madrid). Jefa del Programa de Doctorado en Ciencias de la Educ. en la Pontificia Univ. Católica de Chile, donde es profesora de Filosofía y Castellano.
Así mismo, también publicamos la entrevista que le realizamos al Profesor, Periodista y Estudioso del Humor brasilero, Gustavo Silva.
Y por último, inauguramos una nueva sección: Opinión y Actualidad, donde iremos subiendo nuestros puntos de vista sobre el acontecer del mundo del humor.
Muchas gracias.

"Crear, pensar y vivir con humor"

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Artistas Premiados na IV Bienal de Humor Luís d' Oliveira Guimarães - Penela 2014

ACTA DA REUNIÃO DO JÚRI

            No dia 28 de Junho de 2014, pelas catorze horas e meia, reuniu-se, na Santa Casa da Misericórdia de Penela, o júri da IV Bienal de Humor Luís d’Oliveira Guimarães.
                Este júri, secretariado por Margarida Cruz Macedo de Sousa, foi constituído pelo Vereador da Cultura Emídio Domingues, pelo Técnico Superior de Cultura Mário José Rodrigues Duarte (representantes do Município de Penela); António Alves que por razões inadiáveis não pode comparecer (representante da Junta de Freguesia do Espinhal); Leonor Oliveira Guimarães (representante da família Oliveira Guimarães); Osvaldo Macedo de Sousa (Director Artístico da Bienal);Flaviana Teixeira (jornalista e representante do jornal “Região do Castelo”), Carlos Seco (Cartoonista e Director do jornal “Trevim”) e Onofre Varela (Cartoonista homenageado na IV BHLOG - 2014).
                Após exaustiva análise dos 950 trabalhos gráficos, apresentados a concurso, o júri deliberou a atribuição dos seguintes Prémios:
    1º Prémio da IV BHLOG- Penela 2014 – “Liberdade” de Agim Sulaj (Albânia)
    2º Prémio da IV BHLOG- Penela 2014 – “Bird” de Mikhail Zlatkovsky (Rússia)
    3º Prémio da IV BHLOG- Penela 2014 – “Mandela – Caminho para o céu” de Henrique Monteiro (Portugal)
    Prémio Especial Município de Penela da IV BHLOG 2014 – “Liberdade” de Javad Takjoo (Irão)
    Prémio Especial Junta de Freguesia do Espinhal da IV BHLOG 2014 – “Julian Assange” de Matias Tolsa (Argentina)
    Prémio Especial António Oliveira Guimarães da IV BHLOG 2014 – “Sem título” de Li Kui Jun (Rep. China)
    Prémio Especial Humorgrafe da IV BHLOG 2014 – “40 Anos depois… a ceifar liberdade” de Vasco Gargalo (Portugal)
               

                Nada mais havendo a tratar, deu-se por encerrada esta reunião pelas 17h50 horas, da qual se lavrou a presente acta, que depois de lida foi assinada por todos os elementos do júri.

Artists in Exhibition in IV Bienal de Humor Luís d’Oliveira Guimarães – Penela 2014



 (Participantes: 950 Obras; 336 Artistas; 62 Países)
(Participants: 950 Works; 336 Artists, 62 Countries)
(Em Catalogo: 600 Obras; 300 Artistas, 60 Países)
(In Catalogue: 600 Works, 300 Artists, 60 Countries)
(Em exposição: 180 Obras, 126 Artistas, 43 Países)
(In exhibition: 180 Works, 126 Artist, 43 Countries)


Abolghasem Tahanian (Irão)
Agim Sulaj (Albânia)
Alexandrov Vasiliy (Russia)
Ali Divandari (Irão)
Ali Miraee (Irão)
Álvaro Santos (Portugal)
Amir Hosein Zargham (Irão)
Anderson de Oliveira Delfino (Brasil)
Anon Anindito (Indonésia)
António Paiva (Portugal)
Artur Ferreira (Portugal)
Aziz Yavuzdogan (Turquia)
Bandeira, José (Portugal)
Bernard Bouton (França)
Boris Erenburg (Israel)
Boutaba Bilel (Argélia)
Carlos Fuentes (Cuba)
Cem Koç (Turquia)
Das - Daniel Sahade (Japão)
Diliana Nikolova (Bulgária)
Domenico Sicolo (Itália)
Doru Axinte (Romenia)
Ehsan Cheraghi Iranshahi (Irão)
Ehsan Ganji (Irão)
Elena Ospina (Colombia)
Ester Lauringson (Estónia)
Evzen David (Rép. Checa)
Faruk Soyarat (Turquia)
Felix Artuche (Roménia)
Galym Boranbayev. (Kazakhstan)
Ghenaatpisheh (Irão)
Halit Kurtulmus (Turquia)
Hamid Ghalijari (Irão)
Hélder Peleja (Portugal)
Henrique (Portugal)
Hermínio Felizardo (Portugal)
Hule Hanusic (Austria)
Hüseyin Aslan (Turquia)
Ilya Katz (Israel)
István Kelemen (Hungria)
Ivan Flammia (Itália)
Jacek Majcherkiewicz (Polónia)
Javad Abdolhoseini (Iran)
Javad Takjoo (Irão)
Javier Usón Oña (Espanha)
João Carlos Monteiro (Portugal)
John Xagoraris (Grécia)
José Santos (Portugal)
Jovan Prokopljevic (Serbia)
Juan Muñoz (Perú)
Katz Grigori (Israel)
Lamberto Ortiz (Espanha)
Lawry (Argentina)
Leslie Ricciardi (Uruguai)
Li Kui Jun (Rep. China)
Liz França (Brasil)
Louis PoL (Australia)
Lucjan Madziar (Polónia)
Maarten Ryon (Bélgica)
Mahmoud Barkhordari (Irão)
Majjrenko Georgiy (Ucrânia)
Marco D'Agostino (Itália)
Marco De Angelis (Itália)
Marian Lupu (Roménia)
Mário José Teixeira (Portugal)
Matias Tolsa (Argentina)
Mauricio Parra Herrán (Colombia)
Mehdi Afradi (Irão)
Mello (Brasil)
Mete Agaoglu (Turquia)
Michael Mayevsky (Ucrânia)
Mihai Ignat (Romémia)
Miroslaw Nowak (Irlanda)
Mostafa Hossein Nia (Irão)
Mohamad Hossein Matak (Irão)
Mohammad Saman Souli (Kurdistan-Iran)
Mohammadbagher Ranjbar (Irão)
Muhittin Koroglu (Turquia)
Murat Donmez (Turquia)
Musa Gumus (Turquia)
Naghi Hamidi (Iran)
Nikola Klakor (Montenegro)
Nikolay Arnaudov (Bulgária)
Oleg Gutsol (Ucrânia)
Omar Perez (Argentina)
Pascal Gelu (Roménia)
Pedro Manaças (Portugal)
Peter Schrank (Suíça)
Petrisan (Roménia)
Phu Nguyen (USA)
Prach Khananuruks (Tailândia)
Quico - Francisco Pérez (Espanha)
Raed Khalil (Síria)
Rafael Corrêa (Brasil)
Ramin Ara (Irão)
Reynerio Tamayo (Cuba)
Reza Mokhtarjozani (Irão)
Rodrigo Matos (Portugal)
Roman Kubec (Rep. Checa)
Ruslan Valitov (Kyrgyzstan)
Saeed Sadeghi (Irão)
Sajjad Beyranvand (Irão)
Santiagu (Portugal)
Sergii Fedko (Ucrânia)
Seyit Saarçi (Turquia)
Shahram Rezai (Irão)
Sherif Arafa (UAE)
Sylvain Pongi (França)
Tammam Darwish (Síria)
Tawan Chuntra (Tailandia)
Tsocho Peev (Bulgária)
Yaser Khanbarai (Irão)
Vasco Gargalo (Portugal)
Vasiliy Alexandrov (Russia)
Veacheslav Kazanevskiy (Ucrânia)
Victor Holub (Ucrânia)
Vlaber -Vladimiras Beresniovas (Lituânia)
Vladimir Kazanevsky (Ucrânia)
Vladimir Khakhanov (Russia)
Vyacheslav Shilov (Russia)
Waldez Duarte (Brasil)
Wessam Gammoul (Irão)
Willem Rasing (Holanda)
Xaquin Marin (Espanha)
Zlatkovsky, Mikhail (Russia)

Zuleta, Raúl (Colombia)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

3ND INTERNATIONAL “OLIVE” CARTOON CONTEST 2014 (KYRENIA – CYPRUS)

MUNICIPALITY OF KYRENIA
CYPRIOT – TURKISH CARTOONISTS ASSOCIATION



3ND INTERNATIONAL “OLIVE” CARTOON CONTEST 2014
(KYRENIA – CYPRUS)

PARTICIPATION REQUIREMENTS:

1 – This contest and exhibition is open to all professional and amateur cartoonists of any nationality religion and ect…

2 – Subjects:

“Olive and Women”

“Olive”
(Cartoons against detroying the olive trees, olive, olive industry, olive oil, olive branch, olive tree, cutting olive trees, benefit from olive etc...)

3 – Pieces of work to be sent for the contest should have the form of a cartoon… Pictures and illustrations will not be accepted…

4 – Cartoons to be sent for the contest should be in digital format... The sizes A4 or A3; with a minimum 300 dpi JPG... Coloural or black and white… Name, surname, address, phone number and e – mail address of each participant should be indicated… Cartoons submitted for the contest should not contain any script – writing on them...

5 – The cartoons submitted to the contest which will be pre-elected will be put and exhibited on a web page for the attention and objection of international cartoon associations to overcome copying and steeling… Any cartoon which is copied, stolen or awarded in other cartoon contest will be disqualified…

6 – All participants are allowed to submit maximum two (2) cartoons…

7 – All the cartoons must reach to the specified address till 20 SEPTEMBER 2014

8 – Being published or not is not important for the cartoons… The important thing is that they should not be awarded in any contest…

9 – All cartoons eligible for an award or not shall not be returned and shall be stored in archive of the "Cyprus International Catoon Museum."

10 – Besides those cartoons which will be awarded, all the cartoons approved by the selection committee will be pubicated in an album and exhibited in Kyrenia village during the “13. International Olive Festival”.

11 – Results of the competition, as well as the selection committee decisions, will be released to the cartoonists who have qualified to receive awards, all participants and press...

  • The transfer and accomodation expenses of the cartoonists who will win the first three awards will be paid by the Municipality of Kyrenia…

  • Only the accomodation expenses of the cartoonists who will win particular/distinctive awards will be paid by the Municipality of Kyrenia…

12 – All cartoons sent to the contest; card, poster, album, newspaper, magazine can be reproducible using CD and or other technigues… All participants have accepted the terms of the contest by submitting their works… The participants financial compensation in the future for all the above mentioned reproducible works…

AWARDS:

1st Prize:  1.000 Euro + Gold Olive (Medal)
2nd Prize:    800 Euro + Silver Olive (Medal)
3rd Prize:     600 Euro + Bronz Olive (Medal)

10 or 20 person “Special Prize” (Olive Medal)

SENDING ADDRESS:


olivecartoons@gmail.com

sábado, 26 de julho de 2014

La senda de la recuperacion no humor de Malagon


Crónica Rosário Breve Olha, Mimi por Daniel Abrunheiro

O Verão tem acontecido temperadamente. Trouxe de volta as cores, espargiu pelos relvados as poucas crianças que ainda por este País de tesos sem tusa são feitas. A chávena de leite fresco sabe bem na estreia de cada dia nato em nata. A meio da manhã, a malga de branco amorangado também. No estaleiro da obra, duas aparas de madeira esbraseiam a sardinha operária.
Dona Graciana veio bem-disposta da consulta: ainda não é desta que nos fecham o posto de saúde. Juvenal chega do rio com uma rede generosa de peixes quási vivos. Expele delicada fragrância erótica a turista de sandálias verdes e promessa de blusa vinculativa, de que mana (ou mama) a fofura do par de alperces lácteos. Parece rola dada aos ardis turvos da lingerie. É ela quem lhe dá na malga frígida de branco, indiferente aos miasmas oftálmicos que lhe açulam ao decote. De bicicleta furiosamente encarnada, vem pedalando vapores de toiro o Ruizito da Aurora – dizem que é muito esperto na matemática, mas oxalá que não estude para professor por causa do emprego, quanto mais da carreira. O Telmo da Florbela está precisamente agora a teimar com o Horácio Padeiro a propósito da exactidão onomástica da pintora francesa exposta em colecção na Casa-Museu Passos Canavarro: o Telmo assevera que é Mimi Fogt; o Horácio, que não, que pode lá ser, que Fogt é lá nome francês. O Raul da Farmácia tem uma amante casada em Alpiarça e quer que se saiba, mas baixinho. Às quatro da tarde, a cal da igreja está em brasa ao torresmo solar. O pachorrento Mariano da Estrelícia brande o jornal ao Benedito Borbulhas, chamando mentirosos aos jornalistas por causa daquilo das 100 maiores empresas do distrito de Santarém. Quando o Benedito quer saber porquê, redargue-lhe o Mariano que ao todo nem 40 empresas há-de por aí haver em laboração, quanto mais cem. Eu sorrio mui doutamente, rodando na pata esquerda o terceiro vermute abridor da ceia. O Joca Franciú, que esteve uns anitos poucos no Luxemburgo para vir de lá sifilítico de ainda mais pobre do que o aquando de para lá ir, tira à carrada industrial cera do orelhame com a unhaca do mínimo, fazendo estralejar a pulseira de lata gross’amarela. Carregada de flores como a Mrs Dalloway, passa a caminho do cemitério a patética Ricardina. – Estás-lh’a chamar pateta porquê?, quer saber o Joca. E eu digo-lhe que patética não quer dizer pateta, quer dizer comovente. E mais lhe digo que até parece que tu foste ao São Carlos desgostar a sinfonia do Cruges com aquelas mamarrachas da plateia. E ele remata que aqui não mora nenhuma Senhora Dá-lo-ei, que eu tenho mas é a mania. E tenho.

Nisto, a noite emaranha já gambiarras de silveira estelar. Da boca do rio, uma aragem branda traz o frescote. O rio mesmo parece prantear os filhos que lhe sequestrou o Juvenal. O Assunção vai de zundappe buscar a mulher à saída do hipermercado. O Mariano ainda está a zurzir naquilo das não-sei-quantas maiores empresas do distrito, pelo que, fartinho dele, o Borbulhas lhe diz tipo isto: – Ó pá, se tu subisses a um altar no 15 de Agosto ainda t’apar’cia o prezdente-da-cambra na procissão. E o Mariano: – Olha, Fogt.   

Irrussoponsável - Cartoon de Rodrigo de Matos