quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Masterclasses BD ao Forte


Exposição "Achados & Caricaturas" de Fernando Campos - Inauguração, 6ª Feira, 30 Novembro, 18h30


 
Esta é a minha primeira exposição de caricaturas - que assino como fernaocampos e publico desde 2008 no blog ositiodosdesenhos.blogspot.pt - a que juntei umas quantas peças das que comecei a construir em 2005, com objectos achados ao acaso.
As 50 caricaturas são retratos políticos sucintos, sintéticos porém acabados, de alguns rostos da classe dirigente e de alguns amigos. São impressões em papel trisolv Postart 130 grs. a partir de desenhos originais que, embora digitais, foram concebidos com recurso a uma ferramenta gráfica quase tão elementar com um simples pau de carvão. Tratam-se portanto de múltiplos únicos, por isso mesmo referenciados 1/1 e autenticados com a minha firma manuscrita.
Quanto aos Achados, são 7 composições com objects trouvés, vagamente escultóricas porque tridimensionais. Foram construídas pela paciente e sofisticada técnica da assamblage, com um desvelo lúdico o mais politicamente-incorrecto possível, o non-sense suficiente e algum humor - umas vezes negro, outras apenas bastante sardónico.
Além destas é com grato prazer, e supremo deleite, que apresentarei, em exclusiva première mundial, dois quase-ready-made, cúmulo artístico das minhas recentes elucubrações no domínio do pensamento mais puramente conceptual, que são outros tantos “comentários à contemporaneidade”: uma paráfrase da célebre “Fountain” de Marcel Duchamp (esse filósofo escarninho e blagueur anti-arte, tido por muitos como o mais influente artista do século XX) e uma homenagem, modesta ça va de soi, a uma das suas mais dilectas herdeiras no século XXI: a mui capitosa e não menos iconoclástica porém portuguesa Joana Vasconcelos.
Esta exposição não pretende ser exactamente “uma bofetada no gosto do público” que aprecia merdas bonitas. Tampouco pretende agradar-lhe. Não pretende aliás ser nada mais do que é, ou seja, uma amostra, uma demonstração ilustrada de que a resignação do artista não significa tédio. Fastio, ou abulia. Ou recusa de ser testemunha do seu tempo. Muito menos renúncia ao puro gozo, o mais sério divertimento.
Fernando Campos

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Retrato e caricatura: traços da alma na Casa de Saúde do Telhal (Mem Martins)

Inauguração da Exposição Temporária
Retrato e caricatura: traços da alma
No próximo dia 21 de Novembro de 2012, será inaugurada a Exposição TemporáriaRetrato e caricatura: traços da alma no Museu S. João de Deus - Psiquiatria e História. Apresenta cerca de 200 obras que dão a conhecer retratos e caricaturas feitos por artistas com perturbações mentais, não apenas de renome nacional: Mário Eloy, Abel Salazar, Stuart de Carvalhais ou Joaquim Guerreiro, como por artistas menos conhecidos ou anónimos que estiveram internados nas Casas de Saúde da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus. A exposição irá encerrar no dia 15 de Julho de 2013, sendo as visitas guiadas mediante marcação.
Ao longo da história de arte, em especial a partir do séc. XIX com a evolução da psiquiatria, são mencionados alguns artistas famosos com perturbações mentais que incluem vários retratos na sua obra artística, como Edvard Munch, Vincent Van Gogh ou Henri Toulouse-Lautrec. Foram-lhes diagnosticadas diferentes patologias, em particular, a depressão, a esquizofrenia e o transtorno bipolar, exigindo, em certos casos, um internamento temporário ou vitalício em hospitais psiquiátricos públicos ou privados.
As perturbações mentais transparecem, com frequência, na obra do artista, atingindo, por vezes, numa exacerbada emotividade. Este facto, no entanto, não interfere com a respetiva qualidade técnica e artística, podendo, por vezes, revelar-se um importante contributo para o evoluir histórico-social da pintura europeia.
Na década de 1920, o Dr. Luís Cebola, diretor clínico da Casa de Saúde do Telhal, após visita a vários hospitais psiquiátricos na Europa, adotou a terapêutica da Laborterapia nos doentes quer no interior das unidades de internamento -auxiliando os enfermeiros, (…), e fazendo cópias, traduções, desenhos e pinturas, com que foi enriquecendo o nosso Museu da Loucura, o primeiro criado em Portugal quer no exterior, em atividades de agropecuária. Nas décadas seguintes, esta terapêutica ocupacional revelou-se um meio de evidentes melhorias no estado de saúde dos doentes, tendo sido implementada em outras Casas de Saúde da Ordem Hospitaleira.
No caso da pintura, em particular do retrato e da caricatura, esta terapêutica pretendia estimular o doente aprojetar os seus conflitos internos, sob a forma visual, na tela, independentemente da beleza da obra e da formação artística do seu autor. Para o efeito, evitava-se a cópia e incentivava-se a expressão espontânea e pessoal.Estes trabalhos eram, posteriormente, apresentados ao público, sendo um incentivo para os doentes.
Museu São João de Deus -Psiquiatria e História
Casa de Saúde do Telhal
Estrada do Telhal, n.º55
2725-588 Mem Martins
www.isjd.pt
Contatos
219 179 200
museu@isjd.pt

sábado, 10 de novembro de 2012

Confusão entre os Fernando Correia Dias sociologo e artista plástico

Esta a foto do sociologo Fernando Correia Dias que acaba de falecer

Morre o professor emérito Fernando Correia Dias Qui, 13 de Setembro de 2012 17:15

A Universidade de Brasília perdeu, no último dia 8 de setembro, um pesquisador pioneiro da Sociologia da Literatura. Fernando Correia Dias, professor emérito da UnB e aposentado do curso de Sociologia, faleceu, aos 86 anos, em Belo Horizonte, em decorrência de parada cardíaca.
“Ele foi um professor extremamente sério, competente, sábio, dedicado à pesquisa. Tive a sorte de ter sido aluna dele na graduação e na pós-graduação. Seu trabalho tornou relevantes muitos acontecimentos que passavam despercebidos do grande público”, conta a professora Mariza Veloso Motta Santos, do Departamento de Sociologia. Mariza afirma que Fernando inovou, por exemplo, ao pesquisar a importância da formação de grupos e o lado subjetivo dos atores sociais.
Em 2003, Fernando foi agraciado com o prêmio Florestan Fernandes, criado naquele ano pela Sociedade Brasileira de Sociologia, em reconhecimento por seu valioso trabalho acadêmico. “Seu trabalho foi de importância internacional. Além disso, ele era uma figura maravilhosa. Todos que passaram por ele tiveram algum enriquecimento, sempre aprenderam algo”, afirma a professora Maria Stela Grossi Porto, que divulgou nota sobre o falecimento do professor. Leia aqui.
Fernando Correia Dias chegou à UnB em 1969 para integrar o quadro docente do Departamento de Sociologia. O vínculo com a UnB é relevante na família: sua esposa, Ady Álvares, foi professora do Instituto de Psicologia; sua filha, Ângela Correia Dias, é hoje professora da Faculdade de Educação; a neta Júlia Brussi é aluna de Doutorado em Antropologia; e o ex-genro, Antônio Brussi, é professor do Instituto de Ciência Política.
Antes de morar em Brasília, Fernando Correia Dias era professor de Sociologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Aposentou-se na UnB, em 1983, e voltou a morar em Minas Gerais, onde manteve-se em atividade profissional principalmente na área de pesquisa, como pesquisador sênior do CNPq.

FOTO DO ARTISTA PLÁSTICO
FERNANDO CORREIA DIAS
(PENAJOIA - LAMEGO 10/10/1892 - 29/11/1935 RIO DE JANEIRO)
eSTE O ARTISTA PLÁSTICO QUE AGORA SE HOMENAGEIA EM LAMEGO, COM EXPOSIÇÃO, E NO RIO DE JANEIRO COM O LANÇAMENTO DO LIVRO "FERNANDO CORREIA DIAS UM POETA DO TRAÇO" EDIÇÃO BATEL
 
Este artista plástico, que pertenceu ao Grupo de Coimbra (Cerveira Pinto, Luiz Filipe, Christiano Cruz), foi opioneiro do modernismo portugues, e depois, quando emigra em 1914 para o Brasil, aqui prossegue essa campanha revolucionária entre os artistas locais como pioneiro do design gráfico, ceramista, ex-librista, artes decorativas... Casar-se-ia com Cecília Meirelles e em 1935 morre tragicamente. Desde essa data que a sua obra tem estado esquecida, sendo agora finalmente revelada pela familia, ao abrir o seu espólio ao público.
 
 As confusões à volta deste nome tem sido muitas, inclusive na identificação de auto-caricaturas. Na realidade a de cima é Fernando Correia Dias, enquanto que a de baixo, que corre na net como sendo de Fernando, na realidade é um trabalho de Correia Dias, mas caricaturando Balha e Melo, outro artista que com ele partilhou a aventrura Coimbrã.
 
Esta não é a auto-caricatura de Fernando Correia Dias, é Balha e Melo

El hombre que dibujó el humor

Dos libros perfilan la autobiografía de Saul Steinberg, genial dibujante de ‘The New Yorker’


Saul Steinberg de la mano de sí mismo a la edad de ocho años. / Evelyn Hofer / Grazia Neri
 
Años antes de triunfar con sus portadas en la prestigiosa revista The New Yorker y de colaborar con los principales medios estadounidenses, Saul Steinberg publicó sus dibujos humorísticos en La Codorniz. La revista española, en su primera etapa dirigida por Miguel Mihura, recogía los trabajos de célebres ilustradores de la publicación italiana Bertoldo, entre ellos el de un joven rumano que había ido a Milán a estudiar arquitectura pero que se abría camino satirizando arquetipos y diseñando personajes. Era el judío Saul Steinberg (1914-1999), aunque nunca llegó a firmar en la revista española, “para evitarse problemas”, explica Vicente Ferrer, editor de Media Vaca, que acaba de publicar en castellano por primera vez dos espléndidos libros que reúnen el testimonio en primera persona del “gran dibujante de humor”, según definición de Vladimir Nabokov, además de reproducir algunas de sus magníficas ilustraciones.
Cartas a Aldo Buzzi, 1945-1999 Saul Steinberg contiene la correspondencia del creador con su amigo arquitecto, lo que viene a ser una suerte de autobiografía del dibujante que siempre fue muy esquivo y remiso a hablar de sí mismo, aunque finalmente dio permiso para su publicación tras eliminar las partes que consideraba más íntimas o que podrían ser consideradas insultantes. Reflejos y sombras aglutina retazos de conversaciones de nuevo con su confidente Aldo Buzzi, intercalados con distintas ilustraciones.
Conoció a Picasso, publicó en ‘La Codorniz’ y viajó por España
En Milán coincidió con su amigo cuando en 1939 el régimen fascista de Mussolini dictó leyes raciales. Al judío Steinberg se le empezaban a complicar las cosas. Decidió marcharse de Italia y esperó un año en Santo Domingo la llegada del visado para poder entrar en EE UU. De ahí el español caribeño que aprendió y practicó con Picasso en un encuentro celebrado muchos años después. Al final, logró entrar y se alistó en el ejército de EE UU, dentro de la División de Operaciones Morales, donde producía material para la guerra psicológica contra los nazis, como caricaturas de Hitler y otras postales.
Una vez finalizada la contienda, se instaló en Nueva YorK y, si bien tanto él como su mujer Hedda evitaban adscribirse a tendencias artísticas, compartió galería y se relacionó con los artistas del expresionismo abstracto, de la llamada Escuela de Nueva York, como Pollock, De Kooning, Rothko, Newman o Reinhardt. “Tengo muchos amigos: artistas, músicos, actores y escritores. En Nueva York no existe la verdadera amistad, que es un arte provinciano. Es más una cuestión de verse en fiestas y otras celebraciones cotidianas, disolutas y alcohólicas", cuenta Steinberg en una de sus cartas.
Saul Steinberg, Via Ampere, 1936 (1970). Publicado en The New Yorker el 7/10/1974.
En una de las conversaciones grabadas por Buzzi, agitador cultural, escritor y ayudante del cineasta Alberto Lattuada, el dibujante afirma: “El mundo del arte es tan complejo, diletantesco y lleno de imprevistos por estar también estrechamente ligado a la fama y el dinero. Un mundo especial, que a veces tiene alguna similitud con el mundo de los proxenetas. Los intermediarios transforman en dinero la pasión por el arte, tanto del que lo produce como del que lo compra. Se compra (se vende) parte de la poesía, del alma, de la inteligencia de una persona”.
Sus dibujos tuvieron un éxito inmediato y se publicaron en numerosas revistas, aunque consideraba como su patria particular The New Yorker. Su trabajo artístico bebía de las vanguardias de entreguerras tanto como del arte popular, “de los rótulos, de la tipografía, de los dibujos de los niños, de los locos”, explica Ferrer. “(…) Trabajo mis 2 o 3 horas diarias y observo, al ver lo que hago, que me desembarazo de terrores, etcétera, dibujándolos de manera cómica —a la manera de los salvajes; y así lo que dibujo es parte de un diario. He releído todas las historias de Chéjov traducidas al inglés. He aquí un ejemplo de bellísima descripción de una cara, comparándola de manera convincente con algo nunca visto: ‘La cara de este hombre —escribe Chejov— tenía esa expresión de disgusto que se observa en las caras de los gatos de campo cuando, empujados por el hambre, se ven obligados a comer pepinos”, relata en una carta de 1963.
Dibujando de manera cómica me desembarazo de mis terrores
En ellas, Steinberg habla con admiración de “los letreros” de los comercios mexicanos, de los problemas de su familia para salir de Rumanía antes de que la Unión Soviética cierre las fronteras, de los libros que está leyendo…. “Estoy releyendo el Ulises de Joyce, también el Finnegan's Wake, que ahora entiendo en parte. Una gran pérdida de tiempo no haberlo entendido hace años”. Desde hace algún tiempo estoy haciendo balance de los años perdidos, errores, caminos falsos, complicidades, etc, etc, una lista para no acabar", le transmite a su amigo en 1960 desde Nueva York.
Steinberg habla de su trabajo en sus misivas, de lo costoso de acabar un enorme mural al que se ha comprometido “por vanidad”, de sus problemas de llenar de pintura todo un lienzo, de sus exposiciones, pero sobre todo habla de sus viajes. “En Copenhague he conocido al [cineasta Carl Theodor] Dreyer de Dies irae, Ordet, etcétera. Gran conversador sobre pintura, literatura. Lo quiero, pero no he podido entablar amistad como quería a causa (era de esperar) de su lentitud para entender y expresarse. Los lentos dan miedo, quizás los confunda con el abuelo”, escribe en 1959.
Saul Steinberg, Portada de 'The New Yorker' de 17/01/1959.
En una visita a España, también firma una carta en 1957 desde Granada: “Estamos aquí sólo por hoy en un sitio horrendo de turismo: castañuelas, gitanos, souvenirs, casi peor que Sorrento. Pero el resto hasta ahora muy bonito e inesperado. Lo mejor, los lugares de mar, Almería, Cartagena, etcétera. Grandes hoteles decadentes, de estilo anglo-árabe, grandes playas desiertas. La comida es un desastre. Para digerir un almuerzo se necesitan dos horas”.
La relación epistolar concluye el mismo año de su muerte, en 1999. Tres años después, su amigo Aldo Buzzi publicó en italiano la correspondencia que ahora Media Vaca ha traducido por primera vez al castellano.

US Election... por Pedro Molina

Fernando Correia Dias - 10 de Novembro de 2012 - 120 anos do seu nascimento


No silêncio da biblioteca dormem milhares de segredos, tesouros, vidas em suspenso para serem acordadas, revividas, resgatas da solidão, do pó da ingratidão, da efemeridade da memória. Para além dos vermes do esquecimento que tudo apaga, este repositório de papéis luta também contra outras pragas que não só devoram as suas fibras, como intentam na manipulação das histórias.

                A cada um o seu papel no quotidiano, por isso, tão frágil a vida neste folhear dos anos, das décadas, dos séculos. Alguns, que conseguiram marcar a sua presença em telas, ou em catedrais religiosas, economicistas e políticas, ou em cartonados à prova da água e dos ventos, acabam por se manter à tona das memórias, perpetuando-se como valor histórico, monetário ou referencial filosófico-artistico. Os que se resignaram com o simples papel, como o da imprensa, no dia seguinte à sua apresentação pública, rapidamente viajam para a efemeridade e mais difícil é o seu resgate.

                A biblioteca está repleta da obra do mestre, possui um tesouro incalculável da criatividade, do engenho, do suor, lágrimas e beleza poética das linhas com que cenografou a vida, mas poucos são os que conhecem essa obra, poucos sabem o seu nome. Criador de irreverências, artista de insatisfações, Fernando Correia Dias é um, entre outros, dos génios da arte luso-brasileira silenciado no pó dos papéis, adormecido na ingratidão das memórias.

                A 10 de Novembro de 2012 cumprem-se cento e vinte anos da data do seu nascimento (Lugar da Matta – Penajoia – Lamego), setenta e sete anos da sua morte (29/11/1935 - Rio de Janeiro). É pois tempo de resgatar a memória do seu papel na história das artes em Portugal e no Brasil, recuperar a visibilidade da sua obra, reviver o seu percurso, influências e herança.

                Dedicando-se, fundamentalmente, às artes do papel, não deixou de contribuir como homem e artista noutras expressões estéticas, como um pioneiro, como um irreverente, como um dos homens que impulsionou as rupturas do modernismo luso-brasileiro. È certamente um dos mais interessantes mestres do desenho, da cerâmica, do ex-libris, do design gráfico, das artes decorativas da primeira metade do século XX que é urgente conhecer e integrar na historia universal.

                Para recuperar, em parte, essa memória fundamental das artes portuguesas e brasileiras, a Editora Batel, no Brasil, edita o álbum de arte “Fernando Correia Dias, um poeta do Traço” com texto de Osvaldo Macedo de Sousa e a Douro Alliance organizou a exposição “Correia Dias um Pioneiro do Modernismo” no Teatro Ribeiro Conceição – Lamego, com catalogo que está patente ao público até 16 de Novembro, uma produção da Humorgrafe
Auto-caricatura

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Político, por Álvaro


Humour de René Bouschet







Rosário Breve - Pode ser que saia – Crónica de Daniel Abrunheiro

Nos antigamentes da “Outra Senhora” era naturalmente à boca-pequena que se murmurava um chiste anti-salazarista de largo espectro de acção perfurante. Tratava-se de determinar com exactidão qual era, de facto e deveras, o número de saias com acesso ao gabinete privadíssimo do ditador. Ao contrário da boa prática tão própria dos mais exímios contadores de anedotas, começo pelo fim, esclarecendo desde já o enigma. Eram sete, as tais saias. Contai-as comigo.
A da D. Maria, criada de e para todo o serviço. Uma.
A do Cerejeira, cardeal-patriarca do regime tão mais católico quão menos cristão. Duas.
O doutor Bissaya Barreto, influente e reservado confidente da tenebrosa aventesma, conta sozinho por mais duas (bi+saia). Vamos, portanto, em quatro.
E as outras três?
As outras três eram todas, e só, do Povo. Do Povo, sim, posto que quando, por absurdo, distracção ou milagre, o Povo lograva penetrar no tugúrio oficial do Salazar, este, histérico de repugnância e eriçado de nojo à vista da comum gente, apalitava-se logo nas aracnídeas canelas e guinchava: “Saia! Saia! Saia!”
Eis que assim temos, pois, as tais sete saias bem contadinhas: se não pela anémica narração minha, ao menos por exacta e pragmática aritmética.
Pronto, esta já está. Já está mas ainda me sobram papel que encher e tinta com que o fazer. É com contada e contida liberalidade que proverei ao devido número de caracteres, para satisfação e alívio do departamento gráfico deste jornal que dá riba ao Tejo e voz com rosto ao largo Vale. De saias, passo a ruas. Tome-se nota: não estou a dizer que é meu travestido costume passar de saia pela rua. Chiça, não. Do tema das saias passo ao tema da toponímia arterial urbana. Isso. Vamos lá então.
Sempre gostei muito dos nomes das terras portuguesas. Tenho até um caderno exclusivo para anotar os baptismos da nossa geografia. Dos nomes das terras e dos nomes das ruas dessas terras. Foi por causa disso que me lembrei de escrever às câmaras e às juntas de freguesia (enquanto elas existem) no sentido de me oferecer como padrinho de vielas, de becos, de pátios, de travessas, de arcos, do que for. Não peço avenidas, nem praças, nem grandes passeios como aquele das Águas de Santarém à Coreia do Sul que ninguém sabe para quê mas toda a gente conhece por quem. Mas adiante, que hoje tenho a pólvora molhada. Exemplo: a rua daquela escola primária que fechou. Proponho que deixe de ser banalmente chamada Rua da Escola. Em lugar disso, que seja Rua Miguel Relvas, por motivos carecas do conhecimento geral. (Estão a ver como sou bom nisto padrinho de vielas?) Outro exemplo: a rua onde em Santarém pernoitava, quando alegadamente edil, o senhor Moita Flores. Não sei como ela se chama, mas sei como deveria passar a chamar-se: Rua D. Sebastião. Estão a ver a ideia? Uma campanha esquizóide e algo pulha contra o mouro vadio, uma cortina de nevoeiro e já está: nunca mais ninguém o viu, nem espera voltar a vê-lo.
Termino em apoteótica trindade. Isto é: com três ruas. Duas condições: a) todas as terras do Ribatejo as comungarem e b) o uso da vírgula. A vírgula no nome dessas três ruas é fulcral, como vereis. A figura tutelar que invoco para o triplo baptismo é não mais nem menos do que Pedro Passos Coelho. E todas as ribatejanas localidades, para bom exemplo das portuguesas restantes, passariam a exibir uma tríade de artérias cuja nomeação valeria a triplicar. Desta maneira:
Rua, Pedro
Rua, Passos
Rua, Coelho
!!!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Inauguración Exposición del ilustrador "David Vela" en Cordoba

2 de Noviembre 0:00h "Visita autores, 1ª Jornada de Comic Te-Beo en la calle" entre otros el autor de la exposición David Vela, Moi, Carlos Pacheco, Irene Roga, Pepe Farrugo, Sergio Morán, Alicia Güemes, Laurielle, Cristina Vela, Miguel Ángel Ruiz, los Killer Toons entre otros.

Podreis ser los primeros en visitar la Exposición de David Vela.



*3 de Noviembre "80´s Halloween Party"

Bailando, me paso el día bailando...



*4 de Noviembre 16:30h a 21:30h "kids halloween Party"
A partir de las 16:00h Inauguración Exposición del ilustrador "David Vela"

Uno de los mejores y mas galardonados ilustradores del panorama nacional aterriza en Córdoba con una muestra de sus mejores dibujos de la mano de la Casa de la Juventud y el plan Dinamo del 2 de noviembre al 25 de noviembre en Distrito bar, Calle Goya 8, Córdoba.

http://davidblogcartoon.blogspot.com.es/



Diversión para pequeños y grandes!


Te esperamos.-
Distrito bar
C/ Goya 8
Córdoba

terça-feira, 30 de outubro de 2012

The International Salt & Pepper Satirical Art Salon -

 

REGULATIONS

The International Salt & Pepper Satirical Art Salon is held by „Salt & Pepper” Magazine for visual arts and artists.

1. Themes
A. SALT and/or PEPPER
B. HUMAN BEING
We are expecting meaningful and cleaver works at high artistic level

2. Participants
All artists, professional or not, are invited to take part in the Salon, regardless of gender, nationality or country of residence. The works can be send by the author himself, only

3. Works
May be done in black & white or in colour
Each participant may submit max. 3 (three) works on each theme
Good quality images of signed works
In JPG format, 400-800 KB/work, at Min. 300dpi resolution
Only works without text are accepted (text means one or more letters)
The participating works could have been previously published but not have won awards
No works with "adult content" will be accepted, regardless of their artistic quality. Organizers own the right do not admit in the Salon works that may attempt against individual and/or collective rights

4. Technique
Is free of choice of the artist, in two dimensions, such as: graphical art, painting, digital art, cartoon, illustration etc. No photographic art
5. Terms
Deadline of receiving works by e-mail: January 15 th, 2013
Deadline of receiving originals: December 25 th, 2012

6. Participation
Each participant will send in the message's body, in English language, the following information:
name and surname & pseudonym
home address, e-mail, phone number and personal web-site
personal photo/cartoon self portrait, Max. 250KB at min. 300dpi
short biography
the list of works on each theme
Each work will be identifiable on the participant's lists by:
theme, position in the list of works, title, technique, dimensions, price (in EUR) and the associated file name
The file names will be defined as following:
theme_international code of the country_name initial_surname initial_verification code_position in the list of works
for example: Ion POPESCU from Romania, with his own code AZ5, the work is the second in his own list of works on the B theme.
B-RO-I-P-AZ5-02


Note: the verification code, must be an own sequence of 3 (three) numbers and/or letters, on the artist's choice, but an only one per artist
Do not send more 2 (two) e-mails containing works and information

7. Awards
Three prizes will be available per each theme
The prizes consist in exposure on the Salon's website of
name and surname, a short CV, personal photo/cartoon, works, technique, dimension, price/work as following:
1st prize: 10 (ten) works + the awarded work
2nd prize: 5 (five) works + the awarded work
3rd prize: 3 (three) works + the awarded work
The Diplomas will be send by e-mail
The first ranked 25 (twenty five) works on each theme will be exposed on web-site, awarded works including.
The works will be exposed if these respond to all criteria and condition mentioned in this document.
A list of participants will be published as well
The Jury is entitled do not award one or more prizes according to their art's criteria.
The jury decision cannot be appealed.

8. Winners
Participants whose works are selected to be awarded will be notified by e-mail.
In max 30 days after announcing prizewinners, they must send their works using all the above mentioned conditions.

9. Jury
Mr. Florian-Doru CRIHANĂ, Romania, President of the jury
Mr. Marcin BONDAROWICZ, Poland
Mrs. Irina IOSIP, Romania
Mr. Oleksy KUSTOVSKY, Ukraine
Ms. Yordanka SHIYAKOVA, Bulgaria

10. Submission address
International Salt & Pepper Satirical Art Salon
for originals: Irina IOSIP - for IS&PSAS Ed.2 - CP 196, OP 16, Bucharest, Romania

11. Other specifications
This regulations are mandatory.
The authors remains the owners of their original works if they do not send original works.
The Salon do not sell anything and
does not involve and is not responsible in any business transactions between authors and their beneficiaries. The authors themselves will sell their works on buyer's request.
The authors who wont to participate into itinerant exhibitions will sent originals, these will not be returned.
The album of the Salon will be edited in electronic format, being available on Salon's web-site.
The participants turns over all rights of their work’s images to International Salt & Pepper
Satirical Art Salon and to “Salt & Pepper” Magazine and authorizes them to exhibit, archive and publish those in the media and/or the Internet without limitations. To promote The International Salt & Pepper Satirical Art Salon, “Salt & Pepper” Magazine is entitled to use these later as printed materials with the name of their author on these, without any compensation to authors. The itinerant exhibitions will be announced in media and the artists will be informed about.
Participation in International Salt & Pepper Satirical Art Salon means the acceptance of all of the above regulations.



Salt & Pepper” Magazine
Bucharest, Romania

ganda poeta é o povo português!

Portugal está na pobreza
Mas a Língua Portuguesa
Continua a enriquecer,
Já era uma Língua rica
Se agora mais rica fica
É o que está p’ra se ver.

Há vocábulos usados
Com vários significados
Denominados homónimos;
Também se exprime a preceito
Uma ideia ou um conceito
Usando vários sinónimos.

Está neste caso“ ROUBAR “
“FURTAR “,“ DESAPROPRIAR “
“SURRIPIAR” e “ EXTORQUIR”;
“RAPINAR” ou “ SAQUEAR “
“ESBULHAR “e “ GATUNAR “
“ PILHAR“ e “ SUBTRAIR “.

“ PALMAR“ e “ LARAPIAR “
“ BIFAR“, “PIFAR “, ou “ GAMAR”
Mesmo que seja em calão;
“ASSALTAR “ ou “ SALTEAR “
“ TIRAR“, “ LIMPAR “, “ DESPOJAR”,
Tem tudo a mesma acepção.

“CONFISCAR “, “ DESAPOSSAR “,
“APROPRIAR “, “ ESPOLIAR “
São conceitos semelhantes;
“ RIPAR“ e “AMARFANHAR “
“ARREPANHAR “, “ EMPALMAR “,
Larápios são uns tratantes.

Surge agora um novo termo
Criado por um estafermo
Que nos está a“ (des ) governar”;
Com imprevidentes “ PASSOS “
Fazendo de nós palhaços
Inventa o verbo… ” gaspar “.

“ GASPAR“ é neologismo
Que nos lança para o abismo
Num desastre humanitário;
Mesmo com o país enfermo
Vamos extirpar tal termo
Do nosso vocabulário.
(Autor desconhecido)

Festa da Cacricatura no AmadoraCartoon 2012

Proxima Sabado, integrada no 23º AmadoraBD - Festival Internacional de BD da Amadora, realizamos mais uma Festa da Caricatura (das 15h às 17h30) no espaço Cine-Teatro Recreios da Amadora (junto à estação) integrada no AmadoraCartoon que tem patente ao público a exposição Onofre Varela / Huseiyn Çakmak. No Domingo estaremos de manha (11h às 13h) no Forum da Brandoa, Exposição Central do Festival. Apareçam

Inaugura dia 31 em Lamego homenagem a Correia Dias

Uma organização Douro alliance, uma produção Humorgrafe até dia 16 em lamego

Artefacto 56

Con algunos problemas logísticos para terminar este número, pero finalmente ya está listo para que lo disfruten y lo distribuyan entre sus contactos!!!
Mil gracias a ustedes que me siguen.

Un abrazo
Omar Zevallos